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Rio Grande registra aumento expressivo de focos do Aedes aegypti em 2026

18/05/2026

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O Município do Rio Grande acendeu um alerta para o avanço dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Dados do boletim de monitoramento das arboviroses, divulgado nesta segunda-feira, 18, pela Secretaria de Município da Saúde, mostram que a cidade já contabiliza 593 focos do mosquito em 2026.

O número representa um crescimento significativo em relação aos últimos anos. Em 2025, haviam sido registrados 465 focos; em 2024, foram 105; e em 2023, apenas 55.

Entre as localidades com maior número de focos estão Centro, com 118 registros, Distrito Industrial (67), Cidade Nova (59), Quinta (52), Vila Maria (32), Junção (23), Povo Novo e São João/Recreio, com 20 focos cada. Aeroporto e São Miguel contabilizam 19 focos cada, enquanto Linha do Parque soma 16 e Prado, 15.

O levantamento aponta ainda Bernardeth e Cassino com 12 focos cada; Municipal com 11; Bolaxa e Vila Militar com 10 registros cada; Lar Gaúcho/Navegantes com 8; Buchholz e Trevo com 7 focos cada; Hidráulica e Castelo Branco com 6; e Mangueira com 5 focos.

Também foram identificados quatro focos em Cibrazém, FURG Carreiros, Maria dos Anjos e Santa Rita de Cássia; três em Porto Novo, Senandes e Querência; dois em Orla, Parque Marinha, Jardim do Sol e Ilha da Torotama; e um foco em Carlos Santos/Profilurb, Santa Rosa, Parque São Pedro, Barra, Vívea e Atlântico Sul.

Nos últimos 15 dias, bairros como Quinta, Centro, Cidade Nova e Junção lideraram o número de novos focos identificados pelas equipes de vigilância. O mapa de risco divulgado no boletim demonstra maior concentração de áreas críticas na região urbana do município.

Apesar de Rio Grande registrar apenas dois casos autóctones confirmados de dengue em 2026 até o momento, as autoridades reforçam que o aumento dos focos eleva o risco de transmissão da doença.

A Secretaria de Município da Saúde alerta que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de recipientes que possam acumular água parada. Entre as orientações estão colocar areia nos vasos de plantas, guardar pneus em locais cobertos, manter garrafas viradas para baixo e descartar corretamente o lixo doméstico.

Anexos
BOLETIM DENGUE se19_26
1.6 MB
PDF

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