Acessibilidade Contraste Mapa do Site

Notícias

Prefeita Darlene recebe primeira mulher vereadora surda do Rio Grande do Sul

28/03/2025

Compartilhe esse conteúdo:

Compartilhe:

Uma troca de experiências ocorreu na tarde desta sexta-feira (28) em uma agenda concedida pela prefeita Darlene Pereira, em seu gabinete na Prefeitura do Rio Grande, à professora e vereadora Ana Paula Moreira (PT), de Bagé. Ana Paula é a primeira mulher surda no Rio Grande do Sul a se tornar vereadora, a quarta pessoa no país nessa condição a assumir um cargo no Legislativo e a primeira a se formar na Universidade Federal do Pampa – Unipampa, com sede em Bagé.

Além da vereadora, a agenda foi acompanhada pelo titular da Coordenadoria Municipal de Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades, Rafael Carneiro e pelo deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT) e assessores parlamentares.

Pela manhã, a vereadora participou de uma roda de conversa no Salão Nobre Deputado Carlos Santos, na Prefeitura, com o tema “Mulheres com deficiência na luta por empoderamento e autonomia". A atividade proposta pela Coordenadoria Municipal é um dos últimos eventos da programação do Março Lilás na cidade e reuniu mulheres com deficiência que compartilharam um pouco de suas experiências.

Durante a conversa no gabinete da prefeita Darlene Pereira, a vereadora bageense reconheceu a importância e o histórico rio-grandino na atenção às pessoas com deficiência e altas habilidades. Disse que, em Bagé, ela tem incentivado outras pessoas surdas a estudar. Hoje, mais quatro estão cursando a Unipampa.

Escola Bilíngue

O deputado Alexandre Lindenmeyer foi citado pela prefeita como um dos incentivadores das políticas nesta área e, ainda, por ter criado em sua gestão no Executivo a Escola Municipal Bilíngue Carmen Regina Teixeira Baldino, em 2015. “Essa escola vale um mandato”, disse o parlamentar.

Na troca de informações feita por uma intérprete de Libras entre o coordenador Rafael Carneiro (que é cego) e a vereadora, foi citado que Rio Grande possui um cadastro de 11 mil pessoas com deficientes. Elas são atendidas e cadastradas em políticas públicas municipais (Saúde, Educação, Assistência Social, Mobilidade e Transporte). Mas, “o número pode ser maior”, adiantou o coordenador, ao afirmar que uma atualização da ferramenta que faz esse cadastro está em andamento, a fim de aprimorar as informações e torná-las mais fiéis possíveis.

Rafael Carneiro informou que no próximo mês vai reunir a comunidade surda rio-grandina para tratar da regulamentação da lei que criou a Central de Libras. “Precisamos regulamentar a lei junto com as pessoas surdas, a fim de que (a Lei) funcione”, acentuou.

Central de Libras

A finalidade da Central de Libras é intermediar a comunicação com pessoas surdas, pessoas com deficiência auditiva e oralizados que se comunicam através da Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir o acesso destas pessoas a serviços de saúde, assistência social, mercado de trabalho, entre outros.

Em Rio Grande, a Central foi aprovada em 2021, por meio da Lei nº 8657, mas ainda não foi regulamentada pelo Poder Executivo. Para a Coordenadoria, este serviço é uma necessidade da comunidade surda que, devido ao número reduzido de pessoas que sabem Libras, muitas vezes é impedida de exercer seus direitos fundamentais.

Compartilhe:

de

4

Leia notícias relacionadas