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RG ComuniCAA: após apresentação do projeto, escolas recebem materiais de Comunicação Aumentativa e Alternativa
A Comunicação Aumentativa e Alternativa é um conjunto de estratégias, recursos e técnicas que auxiliam a comunicação do indivíduo, diminuindo a defasagem entre a necessidade comunicativa e a habilidade da fala.
30/04/2024
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Créditos: Richard Furtado/PMRG
Na tarde desta segunda-feira (29), no Teatro Municipal, a Coordenadoria Municipal de Direitos das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades (CODIPD) e a Secretaria de Educação (SMED) promoveram a apresentação do projeto RG ComuniCAA para professores e professoras das Salas de Recursos e equipes diretivas das escolas. A proposta, elaborada pela professora da rede municipal Maria Carolina Dourado, visa a inclusão de materiais de CAA ( Comunicação Aumentativa e Alternativa) nos espaços escolares para auxiliar o trabalho com alunos com algum tipo de dificuldade de comunicação, em especial aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao final do evento, cada uma das escolas recebeu um banner de CAA para ser utilizado nas instituições.
De acordo com o apresentado, a Comunicação Aumentativa e Alternativa é um conjunto de estratégias, recursos e técnicas que auxiliam a comunicação do indivíduo, diminuindo a defasagem entre a necessidade comunicativa e a habilidade da fala. São ferramentas da Tecnologia Assistiva que auxiliam pessoas com necessidades complexas de comunicação a se comunicar, expressando suas necessidades, desejos e pensamentos de maneira a resolver seus desafios comunicativos do dia a dia.
Responsável pela iniciativa, Maria Carolina Dourado é professora há 22 anos na rede municipal, psicopedagoga, especialista em Educação Especial é Inclusiva e atuante no ambiente escolar há 10 anos na Escola de Ensino Especial Maria Lucia Luzzardi, onde deu início às ações após participar de cursos sobre o tema. Na prática, a ideia consiste em utilizar uma série símbolos (desenhos e palavras, por exemplo) como um apoio para a expressão do aluno e, consequentemente, a sua comunicação.
Ela explica que, cada escola recebeu um modelo inicial, composto por 60 símbolos, que ficará disponibilizado preferencialmente na entrada dos locais para que as famílias também tenham contato com o material, buscando com que a CAA seja naturalizada na sociedade. Além disso, também será fornecido acesso ao modelo por QR Code e outros formatos para que as pranchas possam ser reproduzidas para aplicação em salas de aula e de recurso e também para que sirvam de base para a criação de outros materiais para auxílio no trabalho. Os banners impressos e já distribuídos foram custeados pela Unimed e Laboratório Gram, parceiros da proposta.
“ É uma ferramenta que dá voz às pessoas que possuem necessidades complexas de comunicação. A ideia é que sejam implementadas pranchas de CAA em todos os espaços públicos, que espalhe por todos os ambientes sociais, para que realmente a sociedade se aproprie dessa comunicação e seja natural para o usuário ter essa opção usar em todos os espaços onde ele tiver os seus desafios comunicativos. Já existe uma prancha a ser instalada na CODIPD, outra no Cassino e estamos abrangendo todas as escolas em uma parceria com a numa parceria com a Secretaria Municipal de Educação”, ressalta.
Ao agradecer Maria Carolina pelo trabalho e pela apresentação, a secretária de Educação, Denise Lopes, comentou que a iniciativa movimentou toda a rede ao criar, a partir de sua experiência em sala de aula, uma ferramenta inclusiva formada por textos e símbolos de diferentes significados.
“ Quero agradecer muito as pessoas que contribuíram para que a gente possa empregar esse recurso em todas as escolas do município. Certamente, esse é um dia que vai ficar marcado, um dia de formação em que todos vão poder levar para sua escola uma ferramenta que, certamente, vai ser muito usada e, possivelmente ampliada com o talento de cada pessoa, cada professor e especialista na sala de recursos. Então agradeço essa oportunidade e que a gente tenha mais momentos felizes assim, de pensar a educação e a inclusão de uma maneira coletiva”, afirma.
Expansão do projeto para as demais escolas
A possibilidade de tornar a proposta de Maria Carolina em um projeto que contemplasse toda a rede começou a tomar forma após uma reunião com a primeira-dama Lu Compiani, que se tornou parceira após conhecer a iniciativa.
“ Eu fiquei encantada e disse, ‘vamos levar em frente, vamos de alguma forma disponibilizar para quem precisa’. Hoje estamos aqui nada mais do que repassando esse projeto para cada um de vocês, que muitos já conheciam, e que agora vai sair das paredes da escola Maria Lucia Luzardi para todas as escolas do município, em uma oportunidade única de inclusão”, destaca.
Em seguida, a ideia foi apresentada à responsável pela CODIPD, Cibele Rocha, que também se colocou à disposição para atuar como parceira em um tema diretamente vinculado às pessoas com deficiências e altas habilidades.
“ A partir daí a Coordenadoria foi atrás de apoiadores para que pudéssemos viabilizar esse material, Pensamos em como fazer, se em placas, painéis, etc, e surgiu a oportunidade de fazer os banners para cada escola. Assim fica de fácil acesso e ele pode ser movido dentro da escola, pode estar na entrada e ser utilizado na sala de aula e na sala de recurso, fica mais fácil de manejar. Então os professores vão poder trabalhar com as características das crianças, identificar os alunos que mais precisam dessa acessibilidade e vão poder adaptar conforme a necessidade, viabilizando essa comunicação, que é um direito de todos”, diz.
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