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Festa da Melancia 2026 valoriza produtores locais e oferece grande degustação da fruta ao público
Evento reafirma o compromisso do Executivo Municipal com o fortalecimento da agricultura familiar local, a valorização das tradições e o estímulo à economia rural.
28/02/2026
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A Festa da Melancia 2026 teve início neste sábado (28) e segue até domingo (1º), no camping do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande, no balneário Cassino, reunindo produtores, autoridades e comunidade em um grande momento de valorização da agricultura local. A abertura oficial contou com a presença da prefeita Darlene Pereira, do vice-prefeito Renato Gomes (Renatinho), do secretário de Município de Agricultura e Pecuária (SMAP), Nilson Pinheiro, além de outros secretários municipais, dirigentes do Sindicato, apoiadores e lideranças comunitárias.
Com cerca de 30 expositores - todos rio-grandinos -, a festa destaca a força da produção local. Além da ampla degustação de aproximadamente 400 melancias disponibilizadas ao público, o evento reúne produtos da agricultura familiar, artesanato e gastronomia em geral, fortalecendo a economia rural e promovendo o encontro entre produtores e consumidores. O ingresso custa R$ 10, com entrada gratuita para crianças de até 12 anos.
Durante a abertura, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande, Rafael Cruz, destacou a importância da retomada da festa, que chegou a ficar cerca de 25 anos sem ser realizada no século passado. Esta é a terceira edição, desde o resgate do evento. “O objetivo é reorganizar a numeração oficial da festa para que, nos próximos anos, seja possível dar sequência histórica à tradição e consolidá-la, definitivamente, no calendário de eventos do Município.” O sindicalista agradeceu à Prefeitura, patrocinadores e, especialmente, aos produtores que tornam a festa possível, lembrando que o evento é uma forma de aproximar a comunidade urbana da realidade do campo.
Já a prefeita Darlene Pereira enfatizou a importância da valorização da agricultura e da continuidade das tradições locais. Lembrou o protagonismo da comunidade do Povo Novo, origem da maior produção de melancia do Município, e ressaltou a importância de envolver as novas gerações, garantindo a sucessão e o fortalecimento da atividade agrícola. A chefe do Executivo também agradeceu aos organizadores e convidou a comunidade a prestigiar e divulgar a festa, reforçando que o evento é um espaço estratégico para apresentar a produção local em um ambiente acolhedor e representativo.
Por sua vez, o vice-prefeito Renato Gomes (Renatinho) destacou o empenho da gestão municipal em apoiar eventos que promovam desenvolvimento e integração comunitária. Ele cumprimentou os organizadores, os secretários presentes — entre eles Miguel Satt (Cassino), Alexandre Protásio (Fazenda), Hiran Damasceno (Direitos dos Animais) e Jair Rizzo (Interior) — e ressaltou que a festa demonstra o cuidado da administração com o fortalecimento das atividades produtivas e culturais do município.
Principal secretaria envolvida com a festa, a SMAP – Secretaria de Agricultura e Pecuária, que tem como secretário Nilson Pinheiro, esteve presente na abertura. O secretário reforçou o trabalho integrado do poder público na organização do evento, agradecendo o empenho dos produtores e parceiros. Ele destacou que a gestão municipal tem priorizado ações que incentivem tanto a produção quanto o entretenimento das comunidades rurais, lembrando que novas iniciativas estão previstas ao longo do ano, ampliando os espaços de valorização do campo.
Também participou do ato o presidente da URAB (União Rio-Grandina de Associações de Bairro), Robert da Silva e apoiadores da festa. Um momento especial da programação foi a valorização das soberanas da festa e das eternas rainhas, reconhecidas como parte fundamental da história e da identidade do evento, simbolizando a beleza, a força e a tradição da comunidade.
Origem africana
A melancia representa o resultado de meses de dedicação dos agricultores, que dominam o tempo do preparo do solo e da colheita. De origem africana, a fruta tem registros de consumo humano há cerca de 4 mil anos, no antigo Egito, e chegou ao Brasil com os povos africanos escravizados e colonizadores europeus.
No Rio Grande, há registros de cultivo desde 1827, sendo que a cultura vem crescendo nos últimos anos, com ampliação das áreas de plantio e acesso a linhas de financiamento e tecnologias agrícolas. Além das sementes híbridas de origem americana e japonesa, o Município também conta com os Guardiões de Sementes Crioulas, grupo que busca preservar variedades tradicionais de grande aceitação.
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