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Reunião trata dos atendimentos a acidentes nas rodovias federais da região após o fim da cobrança de pedágio
Com o fim do pedágio, o SAMU, Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já estão atuando de forma integrada. As equipes são qualificadas e possuem experiência no atendimento a acidentes automobilísticos.
07/03/2026
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Com o fim da praça de pedágio da concessionária Ecosul nesta semana, na BR-392 entre Rio Grande e Pelotas e na BR-116 em vários trechos, órgãos de Segurança e Saúde do município do Rio Grande estiveram reunidos, na sexta-feira (6), na sede da Prefeitura Municipal. O objetivo foi traçar estratégias para implantar o Plano de Contingência voltado ao atendimento das ocorrências de acidentes, especificamente no trecho da rodovia que cruza o município rio-grandino. Novas reuniões vão ocorrer nos dias 12, 18 e 20, em Pelotas e Porto Alegre, onde estarão presentes os órgãos de Segurança do Município.
Após o fim da concessão, confirmado na meia-noite de terça-feira (3), o DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes – assumiu a gestão dos 457 quilômetros das BRs 116 e 392. Com isso, vários serviços antes executados pela Ecosul voltam para as administrações municipais, como o socorro feito pelos serviços de ambulâncias.
“Com o fim do pedágio, o SAMU, Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já estão atuando de forma integrada. As equipes são qualificadas e possuem experiência no atendimento a acidentes automobilísticos”, reforçou a adjunta da Secretaria da Saúde (SMS), Fernanda Freire.
A reunião com diversos órgãos de Segurança foi conduzida pelo vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil rio-grandina, Renato Gomes – Renatinho. O encontro mostrou que já existe um entrosamento entre os órgãos presentes, a fim de atender qualquer tipo de situação. Renatinho adiantou que a iniciativa privada também deverá ser contatada para auxiliar em possíveis situações de atendimento emergencial nas rodovias. A ideia foi reforçada por outro gestor municipal e titular da Secretaria de Mobilidade, Acessibilidade e Segurança (SMMAS), Carlos Alberto Brusch Terres.
Brusch lembrou que o atendimento agora será feito como antes da cobrança do pedágio, ou seja: "Já fazíamos esse trabalho anteriormente em conjunto com diversos órgãos públicos, antes de haver o pedágio, e agora faremos de novo", acentuou o secretário. Citou que nos acidentes graves ocorridos em épocas passadas, quando não era cobrado pedágio, o socorro era realizado pelos órgãos públicos e setores organizados da sociedade dos municípios.
Os representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) disseram que, em relação a acidentes e em casos de emergência, é necessário ligar para o número 191. Porém, pontuaram ser preciso evoluir em situações extraordinárias, a fim de diminuir o tempo de respostas para as ocorrências que possam surgir. Citaram que são cerca de 105 km para atendimento nessa jurisdição da PRF, se contados os 60 km que liga Pelotas a Rio Grande, mais os quilômetros que ligam até a Barra, e os da BR 471, que faz a ligação do Rio Grande até o Taim.
Além da PRF, SMMAS, SMS, Defesa Civil Municipal, participaram da reunião o Corpo de Bombeiros, a Secretaria dos Direitos dos Animais (SMDA) e o PAM-RG – Plano de Auxílio Mútuo do Rio Grande, uma associação sem fins lucrativos que une empresas no Município para dar respostas conjuntas a emergências, proteção ambiental e segurança com foco em treinamento e suporte.
O coordenador do PAM-RG, Marco Antônio Souza disse que todas as decisões do órgão são definidas em assembleias e as informações discutidas na reunião na Prefeitura serão levadas para debate dentro da entidade. “Temos disposição para contribuir nas situações preventivas e, se necessário, também reativas aos incidentes e às situações de uma forma geral no Município.” Atualmente, relatou o coordenador, o PAM-RG funciona para ações intramuros dentro das empresas. Às vezes, atua em incidentes do Município. Ele deu como exemplo um incêndio em vegetação na localidade de Domingos Petroline. “O PAM-RG deu todo o apoio para caminhões, para o combate a incêndio e com pessoal”, exemplificou.
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