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Musicista rio-grandina Charlise Bandeira conquista três prêmios no Canto Missioneiro da Música Nativa

07/04/2026

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Créditos: Divulgação/17º Canto Missioneiro da Música Nativa

A artista rio-grandina Charlise Bandeira conquistou importantes reconhecimentos na 17ª edição do Canto Missioneiro da Música Nativa, realizada em Santo Ângelo-RS, em uma edição especial que celebrou os 400 anos das Missões Jesuíticas-Guaranis. A participação rendeu à musicista o 2º lugar geral com a canção “No Coração das Missões”, além dos prêmios de Melhor Melodia e Melhor Instrumentista, garantindo-lhe o bicampeonato nesta última categoria.

Para Charlise, o destaque especial ficou com o prêmio de Melhor Melodia, inédito em sua trajetória e significativo em sua caminhada como compositora. “O de melhor melodia teve um gostinho mais doce”, destacou a artista, ao ressaltar a importância do reconhecimento em um espaço onde a presença feminina na composição ainda busca maior visibilidade.

A experiência de participar do festival também foi marcada pelo simbolismo histórico e cultural. Realizado em frente à Catedral Angelopolitana, o evento reuniu grande público e integrou diferentes expressões da economia criativa, como gastronomia típica e artesanato missioneiro. Charlise destaca a importância desse tipo de iniciativa para o desenvolvimento cultural e econômico das cidades, ressaltando o impacto positivo que festivais nativistas geram nas comunidades.

Ela explica que a melodia premiada - da canção “No Coração das Missões” - foi construída de forma gradual, em Rio Grande, em parceria com o músico Felipe Goulart. A partir de uma letra recebida previamente da artista Mari Pereira, a composição foi desenvolvida ao longo do tempo, com atenção aos detalhes melódicos. “A gente não faz nada muito rápido, a gente vai construindo com calma cada melodia”, contou. O processo colaborativo resultou em uma obra sensível, que busca traduzir, por meio da música, a essência e a identidade das Missões.

Instrumentista premiada, Charlise possui formação em flauta transversa pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), trajetória que considera fundamental para sua evolução técnica. A artista ressalta a importância da formação acadêmica e do acompanhamento pedagógico qualificado para o desenvolvimento musical, destacando a transformação significativa em sua performance ao longo dos anos. “Difere bastante”, comentou ao comparar sua performance antes e depois da formação acadêmica.

Apesar de levar o nome de Rio Grande aos palcos de diversos festivais, Charlise menciona os desafios enfrentados no município quanto à ausência de eventos voltados à música nativista. A artista observa que grande parte de sua atuação acaba ocorrendo fora da cidade, em busca de oportunidades e espaços que valorizem o gênero. 

Ainda assim, Charlise segue representando o município em diferentes eventos e reforça a importância da dedicação para quem deseja seguir na área. “Não desistir do seu sonho, não desistir da sua arte. Eu iniciei no meio nativista em 2014 e só uns bons anos depois é que conquistei meu primeiro prêmio”, destacou ao deixar uma mensagem aos jovens artistas rio-grandinos e rio-grandinas, enfatizando a importância do estudo técnico, da persistência e do comprometimento.

Cabe destacar, ainda, que na edição de 2025 do Canto Missioneiro da Música Nativa, o município de Rio Grande também esteve representado entre os finalistas. Na ocasião, os artistas rio-grandinos Cristopher Pinho e Hermes Duran foram finalistas com a canção “A Lenda da Mãe Preta”, ressaltando a presença e a continuidade da produção cultural local no cenário nativista.

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