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Rio Grande confirma primeiro caso de dengue autóctone e registra aumento de focos do mosquito

14/04/2026

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O município do Rio Grande registrou o primeiro caso confirmado de dengue autóctone, conforme o Boletim de Monitoramento das Arboviroses divulgado nesta terça-feira, 14, pela Vigilância em Saúde. A paciente é uma mulher, branca, na faixa etária dos 30 anos. 

O termo autóctone indica que a infecção ocorreu dentro do próprio município, evidenciando a circulação local do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Além da confirmação, o boletim aponta um aumento de 53 novos focos, totalizando 337 focos ativos no município.

Focos por localidade
Centro: 70
Distrito Industrial: 51
Cidade Nova: 43
Vila Maria: 23
Quinta: 22
Povo Novo: 17
São Miguel: 16
Linha do Parque: 12
São João/Recreio: 9
Prado: 8
Bolaxa, Bernadeth, Junção, Municipal, Buchholz e Vila Militar: 6 cada
Lar Gaúcho/Navegantes e Hidráulica: 4 cada
FURG Carreiros, Parque Marinha, Cassino e Mangueira: 2 cada
Porto Novo, Castelo Branco, Cibrazém, Orla, Santa Rosa, Jardim do Sol, Trevo, Senandes, Querência, Barra e Atlântico Sul: 1 cada
Aeroporto: 3

O boletim informa que 36 casos suspeitos de dengue já foram descartados, enquanto um caso segue em análise. Em relação à chikungunya, os cinco casos suspeitos investigados tiveram resultado negativo. No cenário estadual, o Rio Grande do Sul contabiliza 562 casos confirmados de dengue, o que representa um aumento de 105 casos em relação à semana anterior.

Visitas domiciliares

No último sábado, 11 de abril, equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACEs) realizaram visitas domiciliares com o objetivo de inspecionar e eliminar criadouros do mosquito.
Ao todo, foram 2.009 imóveis visitados, com 44 agentes em campo, distribuídos da seguinte forma:
12 no Centro
4 na Cidade Nova
12 no Castelo Branco
10 na Cohab IV
6 na São João
Durante a ação, foram coletados 20 tubitos para análise, dos quais 7 apresentaram resultado positivo ( confirmando a presença do mosquito transmissor da dengue), sendo 6 focos identificados no Centro e 1 na São João.

Responsabilidade coletiva

A Vigilância em Saúde reforça que o combate ao mosquito depende diretamente da participação da população. Permitir a entrada dos agentes de saúde, eliminar água parada e manter os imóveis — ocupados ou não — em condições adequadas são medidas essenciais. O enfrentamento das arboviroses é uma responsabilidade coletiva. Sem o engajamento da comunidade, o controle do mosquito fica comprometido e o risco de transmissão aumenta em todo o Município.
Confira o boletim semanal com mais informações clicando AQUI.

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