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Projeto de dança desenvolvido pela Cia Kimbra no CEU das Artes é finalista em prêmio nacional de boas práticas

29/04/2026

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O projeto de aulas de dança desenvolvido pela Companhia de Dança Kimbra no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) das Artes Lagoa dos Patos foi selecionado como finalista do Prêmio de Boas Práticas dos CEUs das Artes, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC). A premiação ocorre nos dias 13 e 14 de maio, em Brasília, durante o 2º Encontro Nacional Territórios da Cultura.

A iniciativa é realizada no CEU das Artes Lagoa dos Patos, equipamento público vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura do Rio Grande, localizado no Bairro Rural. O espaço integra cultura, esporte, lazer e serviços sociais, oferecendo atividades que contribuem para o desenvolvimento social e cultural da comunidade.

À frente da Companhia de Dança Kimbra está o coreógrafo e diretor Juciano Ferreira, que representará o grupo e o projeto durante a cerimônia em Brasília. Há mais de três anos, a iniciativa promove aulas gratuitas de dança para crianças, jovens e adultos no equipamento municipal, contemplando modalidades como jazz, contemporâneo, danças urbanas, estilo livre, jazz funk e danças populares.

Segundo Juciano, a notícia da seleção foi recebida com emoção. “Foram muitas ligações e mensagens. Foi um dia muito especial. Confesso que ainda estou em êxtase por estarmos entre os melhores do país”, destacou. Ele também ressaltou que o reconhecimento é coletivo.

Seguindo o lema da Kimbra, que é “Uma Companhia para Todos!”, o projeto no CEU busca ampliar o acesso à cultura, especialmente para públicos em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa atende majoritariamente jovens da periferia, com atenção à diversidade e inclusão, incluindo público LGBTQIAPN+ e abordagens ligadas à cultura afro. Além disso, o projeto também envolve familiares, como o Grupo “Master” formado por mães dos alunos, conta Juciano.

“A dança muda vidas. Muitos alunos nunca tinham viajado ou saído da cidade, e isso aconteceu através da Kimbra. É impossível não perceber o impacto cultural que isso gera”, afirma o coreógrafo. Ele também destaca reflexos positivos na educação, já que a participação nas atividades está vinculada ao desempenho escolar dos alunos.

A trajetória do grupo também é marcada por desafios. Durante a pandemia, sem local fixo para ensaios, as atividades ocorreram em praças, ruas e espaços cedidos por familiares. “Isso nunca nos diminuiu, só nos fez crescer. Hoje somos gratos pelo acolhimento no CEU das Artes”, relembra.

O Prêmio de Boas Práticas dos CEUs das Artes selecionou 45 finalistas em todo o Brasil, reconhecendo iniciativas que promovem cultura, cidadania e fortalecimento de vínculos comunitários. Todos os projetos finalistas receberão premiação, com valores que variam entre R$ 7.500 e R$ 27.500, totalizando R$ 350 mil em investimentos.

A seleção considerou critérios como relevância cultural, alcance territorial, inovação e excelência na gestão. A iniciativa integra as ações de fortalecimento da Rede Territórios da Cultura e busca dar visibilidade a experiências exitosas em diferentes regiões do país.

Para o futuro, Juciano adianta que novos projetos estão sendo preparados. Em 2026, a Companhia Kimbra completa 10 anos de atividades. “Não posso dar muitos detalhes, mas em novembro vamos emocionar vocês”, adiantou.

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