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Corrida rústica inclusiva marca programação do Abril Azul na Escola Maria Lúcia Luzzardi

29/04/2026

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A Prefeitura do Rio Grande, por meio da Coordenadoria das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades, participou, na segunda-feira (28), da realização da 9ª edição da corrida rústica inclusiva da Escola Municipal de Educação Especial Maria Lúcia Luzzardi. A atividade integrou a programação do Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Promovida pela própria instituição, que celebra 30 anos em 2026, a rústica tem como foco a inclusão, a socialização e o incentivo à prática de atividades físicas entre os estudantes, reunindo comunidade escolar, familiares e apoiadores em um momento de integração.

Idealizadora da atividade, a professora de educação física da escola, Adriane Germano, explicou que a iniciativa surgiu a partir de uma formação promovida pela rede municipal e, ao longo dos anos, consolidou-se como um espaço de participação coletiva e valorização dos estudantes. Segundo ela, a proposta sempre esteve centrada na inclusão e na superação individual, sem caráter competitivo.

“A rústica surgiu a partir de uma formação da SMEd com o projeto do esporte educacional, quando pensamos que a nossa escola precisava ter uma rústica. A ideia foi lançada para a direção e colegas, e fomos construindo uma edição após a outra. O objetivo é a socialização, a participação da família, da comunidade e, principalmente, a superação. Aqui não existe primeiro, segundo ou terceiro lugar. Todos são premiados com medalhas de participação”, destacou.

A professora também relacionou a atividade ao Abril Azul, reforçando a importância de dar visibilidade ao tema ao longo do mês. “O autismo é todos os dias, mas o mês de abril foi instituído como Abril Azul justamente para dar visibilidade. Para nós, é um período importante para promover atividades marcantes, como a rústica, que reforçam a inclusão e a participação”, acrescentou.

A organização da corrida considera as especificidades dos estudantes, todos dentro do espectro autista, com divisão em diferentes baterias para garantir acolhimento e conforto durante a atividade. O diretor da escola, Guilherme Chagas, ressaltou que o momento vai além da prática esportiva, sendo também uma forma de reconhecimento e valorização.

“Todos são premiados, independentemente da colocação, porque o que se valoriza é a superação. A rústica também é uma forma de dar visibilidade à causa do autismo e reconhecer o esforço das famílias, que diariamente lutam por direitos e melhores condições para seus filhos”, afirmou.

Para as famílias, a iniciativa representa um impacto significativo no desenvolvimento dos estudantes. A mãe de um dos alunos, Silvia Rocha, destacou que foi por meio da rústica que o filho passou a se interessar pela prática esportiva, ampliando sua participação em outras atividades. “A atividade física acabou se tornando um lazer para ele, principalmente na adolescência, quando há menos opções. Isso fez muita diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida”, relatou.

Iniciativas como a rústica inclusiva contribuem para ampliar o debate sobre acessibilidade, respeito e participação, fortalecendo o compromisso com uma sociedade mais inclusiva e destacando a escola como espaço de inclusão, convivência e promoção de qualidade de vida.

Finalizando o calendário de atividades do Abril Azul, acontece na quarta-feira, 30, um seminário de encerramento no Salão Nobre Deputado Carlos Santos, na sede da Prefeitura Municipal.

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