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Influenza é principal responsável pelas internações por SRAG em Rio Grande

16/06/2026

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Enquanto a vacinação contra a gripe segue abaixo da meta entre os grupos prioritários, Rio Grande enfrenta um cenário de alerta para as doenças respiratórias. Dados do Boletim Epidemiológico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mostram que o município registra uma incidência de hospitalizações mais de duas vezes superior à média do Rio Grande do Sul, tendo a Influenza como principal vírus identificado entre os pacientes internados. O quadro reforça o papel da vacinação como a principal estratégia para evitar casos graves, internações e mortes.

O boletim, referente à Semana Epidemiológica 23, aponta que Rio Grande contabiliza uma incidência de 116,7 hospitalizações por SRAG para cada 100 mil habitantes, índice significativamente superior ao registrado no Estado, de 57,3 casos por 100 mil habitantes, e também acima da média da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, que é de 52,02.

O dado evidencia uma circulação intensa de vírus respiratórios no município e um impacto importante sobre a rede hospitalar. Até o momento, Rio Grande soma 224 casos de SRAG, dos quais quase 30% necessitaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também foram registrados 26 óbitos relacionados à síndrome respiratória.

Entre os vírus identificados nos pacientes hospitalizados, a Influenza aparece como a principal responsável pelas internações. Foram registrados 48 casos associados ao vírus da gripe, superando Covid-19, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Metapneumovírus. O resultado confirma a predominância da Influenza na atual temporada de circulação dos vírus respiratórios e demonstra sua relação direta com os casos mais graves que demandam hospitalização.

A predominância da gripe entre os pacientes internados chama ainda mais atenção quando observada ao lado dos índices de vacinação. Entre os grupos prioritários, apenas 55,6% dos idosos, 40% das gestantes e 37,3% das crianças de seis meses a menores de seis anos receberam a vacina contra a Influenza. A cobertura geral entre os públicos prioritários está em 57,3%, distante da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde.

Outro ponto destacado pelo boletim é que os idosos continuam sendo os mais afetados pelas formas graves da doença, concentrando o maior número de internações e óbitos por SRAG. As crianças menores de cinco anos também figuram entre os grupos com maior número de hospitalizações.

Diante do cenário, a Secretaria de Município da Saúde reforça a importância da vacinação como medida fundamental para reduzir o risco de complicações decorrentes da gripe. Além de diminuir as chances de hospitalização, a imunização contribui para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde, especialmente durante os meses mais frios do ano, quando há aumento da circulação de vírus respiratórios.

A vacina contra a Influenza está disponível gratuitamente nas unidades de saúde para toda a população. A orientação é que as pessoas que ainda não se vacinaram procurem o serviço de saúde mais próximo e garantam a proteção antes do período de maior circulação viral do inverno.

Anexos
BOLETIM SRAG SE23
1.2 MB
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