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Prefeitura do Rio Grande recebe propostas de aplicativo de acessibilidade e chatbot para a Educação
11/03/2026
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A prefeita Darlene Pereira, gestores da administração municipal e do Sebrae estiveram reunidos, na tarde desta quarta-feira (11), na Sala de Reuniões da Prefeitura do Rio Grande, para a apresentação de duas propostas tecnológicas voltadas à acessibilidade urbana e ao apoio à gestão na área da Educação. Os projetos foram apresentados pelo jovem empreendedor Silvio Quintana, que atualmente mantém sua startup em residência no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), o Ocean Tech.
Durante o encontro, Quintana apresentou um aplicativo voltado à acessibilidade urbana para pessoas com deficiência visual, auditiva ou com outras necessidades. A ferramenta pretende funcionar como um canal para que usuários possam relatar dificuldades encontradas no cotidiano da cidade, como obstáculos e barreiras de mobilidade, permitindo que o poder público identifique essas situações e atue para melhorar as condições de acessibilidade.
De acordo com o desenvolvedor, a proposta também busca estimular a participação da comunidade, pois é uma ferramenta para que as pessoas possam relatar situações que enfrentam no dia a dia e, ao mesmo tempo, possibilitar que a Prefeitura tenha acesso a essas informações para atuar na melhoria da acessibilidade. “A comunidade também pode interagir dentro do aplicativo, compartilhando experiências e sugestões”, explicou.
Ferramenta para a Educação
Além do aplicativo de acessibilidade, o empreendedor apresentou o Zeduc, um chatbot — software que simula conversas humanas por meio de texto ou voz — voltado à área educacional. A ferramenta tem como objetivo automatizar atendimentos e facilitar a comunicação entre escolas e famílias. Conforme Quintana, o sistema pode auxiliar em atividades como esclarecimento de dúvidas frequentes, informações sobre matrículas e envio de comunicados escolares. “Muitas vezes, pais entram em contato diretamente com diretores ou professores para fazer perguntas simples, o que acaba sobrecarregando o dia a dia das escolas.” Com o Zeduc, acredita, respostas para dúvidas mais frequentes podem ser programadas, agilizando o atendimento.
A plataforma também possibilita o envio programado de avisos e bilhetes aos responsáveis. Professores e diretores poderiam registrar comunicados no sistema e programar o envio automático para grupos de pais em datas específicas, facilitando a rotina administrativa das escolas. Quintana ressaltou que o Zeduc ainda está em fase inicial de desenvolvimento e que a proposta é avançar na construção da ferramenta em parceria com o poder público.
Avaliação das propostas
As propostas apresentadas serão avaliadas pela Secretaria de Município da Educação (SMEd) e pela Coordenadoria Municipal da Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades, que analisarão a viabilidade de aplicação das ferramentas em suas áreas. O superintendente pedagógico da SMEd, Felipe dos Santos disse que iniciativas que tragam inovação e tecnologia para a comunicação com a comunidade escolar são bem-vindas. Para ele, a secretaria pretende aprofundar a análise da proposta junto às assessorias pedagógicas, incluindo o Núcleo de Tecnologia e a Central de Matrículas, para avaliar a possibilidade de adesão ao projeto. Conforme o superintendente, a ideia é que a ferramenta contribua para qualificar ainda mais a comunicação entre a secretaria, as escolas e as famílias.
Por outro lado, o titular da Coordenadoria das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades, Rafael Carneiro, ressaltou que o aplicativo de acessibilidade ainda está em fase de desenvolvimento e deverá passar por testes e sugestões de melhorias. Disse que a tecnologia pode se tornar um importante instrumento para que a população relate dificuldades de mobilidade e indique pontos que necessitam de intervenção, auxiliando o poder público a identificar demandas que, muitas vezes, não chegam aos órgãos responsáveis.
A coordenadoria deverá promover novas reuniões com outros setores da administração municipal, como a Secretaria de Planejamento, além de parceiros como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) e o projeto Mapa da Inclusão, para aprofundar a discussão sobre a proposta.
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