Notícias
Projeto de revitalização do Calçadão da Bacelar é apresentado pela Prefeitura do Rio Grande
Licitação será aberta segunda-feira e a obra deve começar ainda neste semestre, com previsão de término dos trabalhos em 10 meses. Todo o calçadão vai ser revitalizado, desde a Rua Benjamin Constant até o Largo Dr. Pio.
24/04/2026
Compartilhe esse conteúdo:
Compartilhe:
O projeto elaborado pelo Gabinete de Programas e Projeto Especiais (GPPE) da Prefeitura Municipal foi apresentado em reunião para pessoas de toda a cidade, incluindo lojistas, ambulantes, moradores da Rua General Bacelar - o calçadão do centro da cidade, pessoas com deficiência, entre outros. A reunião ocorreu no Salão Nobre Deputado Carlos Santos, sede do Executivo, no começo da noite desta quinta-feira (23), em um ambiente lotado, onde a prefeita Darlene Pereira anunciou, também, o início da licitação para a obra de revitalização, cujo processo será aberto na segunda-feira (27). As obras devem começar ainda este semestre e concluídas em cerca de 10 meses.
Todo o calçadão será revitalizado. O projeto engloba o trecho entre as ruas Benjamin Constant e a General Neto, no Largo Dr. Pio. Serão 6.500m2 de obras, com investimento orçado em mais de R$ 3,1 milhões, oriundos de uma contrapartida da Corsan.
Considerado como um dos principais espaços de atividade econômica do Município, o trecho a ser revitalizado apresenta diversas limitações estruturais e funcionais, na avaliação do GPPE. A última intervenção ocorreu na década 90, deixando a quadra do Largo Dr. Pio de fora. Para quem utiliza o calçadão, pode observar, por exemplo, o afundamento do piso em diversos trechos.
O que é o projeto
A secretária do GPPE, Giovana Trindade apresentou toda a proposta. Ela explicou que trata-se de uma obra em um dos principais eixos comerciais da cidade. A intervenção integra infraestrutura urbana mais a qualificação do espaço público. “O calçadão atual apresenta problemas de conservação que comprometem o conforto, a segurança dos pedestres e a vitalidade do comércio local.” Outros aspectos apontados pela secretária que necessitam da revitalização foram o esgoto com mais de 4m de profundidade, o que dificulta a sua manutenção, e várias deficiências de acessibilidade. Também foram citados prejuízos à circulação de pedestres, riscos à segurança dos usuários e a desvalorização do espaço urbano e comercial.
As principais intervenções projetadas pelo GPPE visam requalificar completamente o espaço, atuando nas causas históricas dos problemas. Estão previstas a substituição integral das redes de drenagem pluvial e de esgotamento sanitário, a reestruturação da pavimentação com acessibilidade, a modernização da iluminação pública, a implantação de novos equipamentos urbanos, como bicicletários e bancos.
Em relação ao novo piso do calçadão, a proposta prevê substituir o atual por “paver holandês”. O GPPE cita que a escolha deste piso garante durabilidade, estética sofisticada e praticidade operacional. Além disso, há vantagens com esse piso, como a alta durabilidade, facilidade de manutenção, remoção e reinstalação sem desperdício, redução do tempo e custo de manutenção, mantendo o padrão do pavimento. Há, também, “a proteção das redes subterrâneas durante obras, melhor desempenho em relação a recalques do solo, aparência uniforme e resistente, boa permeabilidade (auxilia na drenagem superficial) e a estética é qualificada e adequada ao uso urbano”, acrescentou a secretária.
Todo o projeto foi aprovado pelo IPHAN, IPHAE, SMPLANH e pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, sendo que a aprovação por esses órgãos foi condicionada, pois se trata de área inserida no Centro Histórico, que terá o acompanhamento arqueológico obrigatório e o monitoramento durante escavações.
Reflexos com as mudanças
Na presença de vereadores, do deputado estadual Halley de Souza e secretários de governo, além de lojistas e moradores do calçadão, a secretária do GPPE defendeu que a revitalização moderniza a infraestrutura, a identidade cultural da cidade e cria um espaço mais atrativo para moradores, turistas e comerciantes”. De acordo com ela, haverá maior segurança e conforto para pedestres, estímulo ao comércio e ao turismo local.
A prefeita abriu o encontro. Ao falar sobre a abertura do processo licitatório, disse que queria muito compartilhar esse projeto com a comunidade, “ouvir a comunidade”, frisou. “Tem muitas pessoas envolvidas com essa intervenção no calçadão, “por exemplo, os lojistas, os usuários e os comerciários”. O calçadão, disse a prefeita, é um espaço de muita memória e que precisa ser cuidado e revitalizado.
A prefeita lembrou que o Executivo trabalha nesse projeto, há muito tempo, na busca de todas as licenças possíveis, porque é um local histórico que envolve, também, duas igrejas importantes do Município - Igreja do Carmo e a Catedral. "O piso do Largo Doutor Pio é da década de 70. Então, queremos recompor tudo e poder entregar para a nossa comunidade um espaço bonito, agradável, em que as pessoas possam ter orgulho da sua cidade e do seu Centro", disse.
Entre os participantes na reunião estava o médico Antônio Sparvoli e considerou a reunião bastante importante. Antigo morador da General Bacelar, onde se criou, disse ter muito amor pelo local e andava muito entristecido de ver o estado de sucateamento que está o calçadão. Ele elogiou a iniciativa do Executivo com a apresentação do projeto e aproveitou para sugerir adequações ao projeto, com novos espaços para convivência, arte e cultura. “Estou muito contente que isso esteja sendo gestado para o coração do Rio Grande”, afirmou.
Já o comerciante com atuação há 41 anos no centro da cidade, e também arquiteto e urbanista, Daniel Amaral apresentou propostas ao projeto do GPPE. Ele afirmou que o encontro foi muito válido, porém, espera que o que foi apresentado não seja definitivo e que novas discussões possam ocorrer. “Eu espero que essa primeira abertura à discussão seja um primeiro momento, e não um momento definitivo, trazendo um projeto já definido, sem as características reais que a nossa cidade merece, com relação à pavimentação e pelo valor patrimonial, histórico que o nosso centro tem.”
Compartilhe:
de
17