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Rio Grande reforça ações preventivas e monitora impactos do El Niño em reunião da Defesa Civil

Previsões apresentadas pelo CIEX indicam alta probabilidade de ocorrências climáticas provocadas pelo El Niño, no segundo semestre de 2026, especialmente a partir da Primavera, com efeitos na região Sul do Estado.

24/04/2026

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A Prefeitura do Rio Grande realizou, no final da tarde desta quinta-feira (23), uma reunião do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), na Sala de Reuniões do Executivo, para tratar das previsões relacionadas ao fenômeno El Niño e das ações de preparação do Município. O encontro também abordou o Plano de Contingência e as obras em andamento para recuperação de áreas atingidas pelas enchentes de 2024 e 2025, além de medidas preventivas a novos eventos climáticos.

Conduzida pelo coordenador da Defesa Civil e vice-prefeito, Renato Gomes (Renatinho), a reunião contou com a participação da prefeita Darlene Pereira, representantes de órgãos de segurança, secretarias municipais e integrantes do Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (CIEX/Furg).

Durante o encontro, o meteorologista do CIEX, Ricardo Gotuzzo apresentou as projeções mais recentes para o fenômeno El Niño. De acordo com ele, trata-se de um evento natural, já conhecido pela ciência, que provoca mudanças no padrão climático, com aumento da umidade e maior possibilidade de chuvas acima da média na região Sul do Brasil. As estimativas indicam alta probabilidade de ocorrência do fenômeno no segundo semestre de 2026, especialmente a partir da Primavera, com efeitos na região Sul do Estado, incluindo o Rio Grande.

Gotuzzo destacou que, apesar do avanço nos prognósticos, ainda não é possível determinar com precisão a intensidade ou a localização exata dos eventos de chuva mais volumosa. “Os modelos indicam uma probabilidade superior a 90% de consolidação do fenômeno na Primavera, mas a distribuição espacial e a intensidade das precipitações ainda são incertas”, explicou. Ele ressaltou, ainda, a importância do acompanhamento das previsões de curto prazo e do planejamento antecipado por parte do poder público e da população. Citou que os moradores podem colaborar com medidas simples de prevenção, como a limpeza de calhas e a manutenção de sistemas de drenagem residenciais, fundamentais para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos ou não.

A coordenadora do CIEX, professora Elisa Fernandes, apresentou o sistema de monitoramento e alerta baseado no “gênio digital” da Lagoa dos Patos. A tecnologia, aprimorada após os eventos climáticos de 2024, permite prever o comportamento da lagoa, variações de vento e a ocorrência de ciclones, além de simular cenários de inundação e estiagem. As informações geradas são compartilhadas com os órgãos de resposta, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Brigada Militar, contribuindo para ações preventivas e tomada de decisão.

No âmbito das ações estruturais, o secretário-adjunto da Secretaria de Município de Infraestrutura (SMI), Rodrigo Barreto detalhou os serviços de limpeza e manutenção do sistema de drenagem. Com recursos de R$ 1,196 milhão obtidos junto ao Governo do Estado, o Rio Grande executa, desde novembro de 2025, trabalhos de hidrojateamento e desobstrução de redes em áreas afetadas pelas enchentes. Aproximadamente metade da região prevista já foi atendida, incluindo bairros como BGV, Vila Militar, Cidade Nova, Navegantes e áreas do Centro e da Orla Norte.

Ao final da reunião, o vice-prefeito Renatinho Gomes ressaltou a importância da integração entre os órgãos e o planejamento antecipado. Disse que o município vem intensificando ações de prevenção, capacitação e execução de obras estruturantes, além de fortalecer parcerias institucionais, como a firmada com o CIEX/Furg. “Estamos trabalhando para que o Rio Grande esteja preparado, com um plano de contingência robusto e ações coordenadas, garantindo respostas mais eficazes diante de possíveis eventos climáticos”, afirmou.

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