Rio Grande registra 646 focos do Aedes aegypti em 2026
08/06/2026
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A Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria de Município da Saúde (SMS) de Rio Grande identificou 646 focos do mosquito Aedes aegypti em 2026, número que já supera em quase 39% o total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 465 focos. Os dados fazem parte do Boletim de Monitoramento das Arboviroses referente à Semana Epidemiológica 22.
Além do monitoramento dos focos, a Vigilância em Saúde acompanha os casos suspeitos de dengue no município. Em 2026, foram notificadas 52 suspeitas da doença. Destas, dois casos foram confirmados como autóctones, ou seja, contraídos dentro do município, enquanto 50 foram descartados. Até o momento, não há casos importados nem casos aguardando resultado laboratorial.
No âmbito regional, a 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS) contabiliza 21 casos confirmados de dengue em 2026, enquanto o Rio Grande do Sul já registra 2.012 confirmações da doença neste ano.
Nos últimos 15 dias, as equipes localizaram novos focos em diversas localidades do município. A Cidade Nova liderou os registros recentes com seis focos, seguida pelo São João, com cinco. Centro e Quinta apresentaram quatro focos cada. Também foram identificados focos em São João/Recreio e Carlos Santos/Profilurb (dois em cada localidade), além do Distrito Industrial, Buchholz, Castelo Branco, Maria dos Anjos e Vila Militar.
Entre as localidades com maior número acumulado de focos em 2026, destacam-se o Centro, com 122 registros, Cidade Nova (70), Distrito Industrial (69) e Quinta (59). Vila Maria e São João/Recreio contabilizam 34 focos cada, seguidas pela Junção (25) e pelas localidades de Povo Novo e São Miguel, ambas com 20 focos.
A Vigilância Ambiental alerta que a presença de focos do mosquito representa risco permanente para a transmissão da dengue, chikungunya e zika vírus. Por isso, as equipes seguem realizando inspeções, monitoramento e ações educativas em diferentes regiões da cidade.
A Secretaria da Saúde reforça que a principal forma de combate ao Aedes aegypti continua sendo a eliminação de recipientes que possam acumular água parada. Medidas simples, como manter caixas d'água vedadas, colocar areia nos pratos de plantas, armazenar pneus em locais cobertos, descartar corretamente materiais inservíveis e manter o lixo acondicionado adequadamente, contribuem diretamente para reduzir a proliferação do mosquito.
Segundo a Vigilância em Saúde, a participação da comunidade é fundamental para impedir o avanço das arboviroses e preservar a saúde da população.
Confira a íntegra do boletim neste LINK.
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