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Seminário Regional fortalece debate sobre a pesca artesanal no Rio Grande

26/06/2026

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A Prefeitura do Rio Grande, por meio da Secretaria de Município da Pesca e Aquicultura (SMPA), realizou, no dia 24 de junho, o Seminário Regional “Processamento do Pescado Artesanal”, dentro da programação da 290ª Festa de São Pedro. O evento foi promovido em parceria com a Emater/RS-Ascar, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e o Governo Federal, através do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

A atividade reuniu pescadores artesanais, produtores, técnicos e representantes de instituições públicas e privadas na Vila da Quinta, promovendo um espaço de diálogo sobre o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal, a geração de renda e o desenvolvimento de estratégias voltadas à qualificação do setor.

Integração institucional e fortalecimento da pesca artesanal

O secretário da SMPA, Luiz Gautério, destacou que o seminário é resultado da articulação entre diferentes esferas de governo e instituições parceiras, com foco no desenvolvimento das agroindústrias e da pesca artesanal no Município e na região.

Segundo ele, o encontro possibilitou a aproximação entre atores locais e regionais, promovendo um ambiente de troca de experiências e fortalecimento de estratégias voltadas ao desenvolvimento do setor.

“Estamos em um momento importante de parceria entre Prefeitura, Emater/RS-Ascar, Governo do Estado e Ministério da Pesca. O seminário permite aproximar atores do Município e da região, fortalecendo o debate sobre agroindústrias, geração de renda e novas oportunidades a partir da pesca artesanal”, afirmou.

O secretário também destacou a participação de cerca de 80 pescadores da região e representantes de diferentes municípios da Lagoa dos Patos e do Sul do Estado, reforçando o caráter regional da iniciativa.

O seminário abordou instrumentos de apoio à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento das agroindústrias familiares, tema que esteve entre os principais eixos das discussões.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Renato Cougo, ressaltou a importância das políticas públicas e da assistência técnica no processo de regularização das agroindústrias familiares ligadas à pesca artesanal.

Ele explicou que o trabalho da extensão rural tem como objetivo orientar os pescadores sobre as exigências legais e garantir o acesso às políticas de apoio ao setor.

“A assistência técnica é fundamental para apoiar os pescadores no processo de legalização dos seus empreendimentos, garantindo que eles possam atuar dentro da legislação e acessar políticas públicas”, destacou.

A programação também contou com a participação de iniciativas de outras regiões do país, promovendo a troca de experiências e o compartilhamento de estratégias voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal.

Experiência do projeto Olha o Peixe!

O idealizador do projeto “Olha o Peixe!”, Bryan Müller, apresentou ações desenvolvidas no litoral do Paraná voltadas à valorização da pesca artesanal e à ampliação de mercados para os produtos do setor.

“A proposta é fortalecer a pesca artesanal, promovendo o consumo consciente e aproximando os pescadores de novos mercados. Viemos trocar experiências e conhecer iniciativas do Rio Grande do Sul”, afirmou.

O profissional também destacou o potencial da região na organização da cadeia produtiva e no consumo de pescado oriundo da pesca artesanal.

Boas práticas e segurança alimentar

A analista técnica da Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura no Rio Grande do Sul, Helena Carvalho, abordou a importância das boas práticas de manipulação e da adequação às normas sanitárias para garantir qualidade e segurança alimentar.

“Com capacitação e pequenas adequações, é possível que o pescado artesanal chegue ao mercado com qualidade e segurança, agregando valor ao produto e fortalecendo a atividade”, destacou.

Perspectiva das comunidades pesqueiras

A coordenadora da Ilha dos Marinheiros, Viviane Alves, servidora da Secretaria de Município do Interior (SMINTER) e pescadora artesanal, ressaltou a importância de políticas públicas alinhadas à realidade das comunidades pesqueiras e da participação ativa dos trabalhadores do setor no processo de desenvolvimento da atividade.

“É fundamental que as políticas considerem a realidade da pesca artesanal e garantam condições reais para o seu desenvolvimento. A continuidade da atividade depende da organização, da informação e da união das comunidades”, afirmou.

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