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COPSul encerra segunda edição com Carta Compromisso e reforça articulação regional para enfrentar a emergência climática
26/06/2026
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A segunda edição da Conferência Sul sobre Mudanças Climáticas (COPSul 2026) foi encerrada nesta sexta-feira (26), em Pelotas, com a aprovação da Carta Compromisso, documento que reúne os principais encaminhamentos definidos ao longo dos dois dias de debates iniciados na quinta-feira (25), no Centro Integrado de Desenvolvimento Costeiro e Oceânico (CIDEC-Sul), da Furg. Promovida pelas prefeituras do Rio Grande e Pelotas, as universidades - UFPel e Furg - e os dois institutos federais, e com a participação de organizações da sociedade civil e órgãos ambientais, como o ICMBio, a conferência consolidou um movimento de cooperação entre instituições da região voltado à construção de políticas públicas para o enfrentamento da emergência climática. Até a próxima edição, os organizadores pretendem promover debates preparatórios tendo o Bioma Pampa como eixo central das discussões, envolvendo não só a região Sul do Estado, como os países vizinhos, Uruguai e Argentina, onde já existem iniciativas em andamento.
Para o titular da Secretaria de Município do Meio Ambiente do Rio Grande (SMMA), Antônio Carlos Soler, que representou a prefeita Darlene Pereira na COPSul, um dos principais resultados da COPSul foi a articulação inédita entre diferentes instituições públicas, acadêmicas e representantes da sociedade civil. Nunca, de acordo com ele, havia ocorrido uma mobilização dessa dimensão envolvendo universidades, institutos federais, governos municipais e organizações sociais em torno de compromissos comuns relacionados às mudanças climáticas e ao Bioma Pampa. Na avaliação do secretário, esse alinhamento representa um marco para a política e a gestão ambiental da região.
Outro aspecto ressaltado por Soler foi a mudança na forma de compreender os desafios ambientais. Ele observou que os municípios do Rio Grande e de Pelotas compartilham um mesmo ecossistema, independentemente dos limites administrativos entre os municípios, tornando indispensável uma atuação integrada. "O ambiente é o mesmo. As questões econômicas, sociais, políticas e, principalmente, climáticas são interdependentes. Para enfrentar a emergência climática, precisamos trabalhar de forma articulada, em rede e em cooperação", disse.
O secretário também enfatizou a importância de aproximar ciência, poder público e sociedade civil na elaboração das políticas climáticas. Conforme avaliou, o enfrentamento das mudanças do clima exige decisões fundamentadas no conhecimento científico, participação social e compromisso permanente dos governos. Entre os encaminhamentos definidos na conferência está a criação de uma agenda permanente de articulação entre as instituições participantes. A proposta prevê reuniões ao longo do ano para acompanhar os compromissos assumidos e preparar a terceira edição da COPSul.
A Carta Compromisso aprovada no encerramento da Conferência Sul sobre Mudanças Climáticas reúne os princípios e ações que orientarão essa atuação conjunta nos próximos meses. O documento pode ser consultado neste LINK .
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