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Cobertura vacinal contra a gripe segue abaixo da meta enquanto Rio Grande registra alta incidência de casos graves de doenças respiratórias
Baixos índices de imunização entre idosos, gestantes e crianças acendem alerta diante do aumento das internações e óbitos por SRAG no município
02/07/2026
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Em meio ao aumento da circulação de vírus respiratórios e ao registro de 257 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Rio Grande, a cobertura vacinal contra a influenza entre os grupos prioritários ainda está distante da meta preconizada pelo Ministério da Saúde. O cenário preocupa as autoridades sanitárias, especialmente porque os idosos e as crianças pequenas, justamente os públicos mais vulneráveis, concentram o maior número de internações por complicações respiratórias.
De acordo com o Boletim Epidemiológico da Semana Epidemiológica 25, a cobertura vacinal alcançou 56,9% entre os idosos, 44,1% entre as gestantes e apenas 43,1% entre as crianças de seis meses a seis anos. No conjunto dos grupos prioritários, a cobertura é de 53,5%, muito abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Ao todo, foram aplicadas 54.994 doses da vacina contra a gripe no município.
Os dados ganham ainda mais relevância diante do atual panorama das doenças respiratórias em Rio Grande. O município apresenta uma incidência de 133,9 hospitalizações por SRAG a cada 100 mil habitantes, índice mais que o dobro da média estadual, de 65,8 casos por 100 mil habitantes. Até o momento, foram registrados 30 óbitos relacionados à síndrome.
Embora o número total de internações por SRAG seja inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, a influenza tem assumido maior protagonismo em 2026. O vírus já é responsável por 51 hospitalizações, superando os 47 casos registrados no mesmo período de 2025.
Os gráficos do boletim apontam que os idosos representam o grupo com maior número de hospitalizações e de mortes por SRAG, seguidos pelas crianças de até quatro anos. Esse comportamento epidemiológico reforça a importância da vacinação justamente entre os públicos que apresentam menores índices de proteção.
A vacina contra a influenza é considerada a principal medida de prevenção para reduzir casos graves, internações e óbitos decorrentes das infecções respiratórias. Além de diminuir o risco de evolução para quadros severos, a imunização contribui para reduzir a pressão sobre os serviços de saúde, especialmente durante os meses mais frios do ano, período marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios.
Diante desse cenário, a Vigilância em Saúde reforça o chamado para que a população procure as unidades de saúde e atualize a caderneta de vacinação. A ampliação da cobertura vacinal é considerada uma estratégia fundamental para proteger os grupos mais vulneráveis e evitar o agravamento do atual quadro epidemiológico de doenças respiratórias no município.
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