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Construção do Plano Regional de Ação Climática da Azonasul inicia com reunião no Rio Grande
22/07/2026
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A Prefeitura sediou, na manhã desta terça-feira (22), o primeiro encontro da microrregião do Rio Grande para a construção do Plano Regional de Ação Climática (PRAC Sul), iniciativa desenvolvida no âmbito da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul). O encontro marcou o início das atividades da microrregião coordenada pelo Rio Grande, que conta também os municípios de Chuí, Santa Vitória do Palmar, Pelotas e São José do Norte.
Durante a atividade, foram apresentadas a metodologia de elaboração do plano, a estrutura de governança e as etapas previstas para sua construção. Nesta fase inicial, os trabalhos estão voltados à constituição da governança regional e ao desenvolvimento da chamada "lente climática", diagnóstico que reunirá informações sobre a realidade dos municípios da microrregião e servirá de base para a elaboração do plano.
Para isso, todos os municípios definidos como pontos focais em suas microrregiões (Rio Grande, Candiota, Capão do Leão e São Lourenço do Sul) serão visitadas pela equipe de coordenação para apresentação do programa. Esses encontros devem ser finalizados até o final da próxima semana, para assim dar início a execução prática de cada uma das etapas.
Os municípios foram divididos nas microrregiões devido à grande extensão da área e da distância territorial entre suas sedes, para assim facilitar o trabalho, considerando a proximidade geográfica e características semelhantes. A partir desse contexto, os prefeitos e equipes do executivo de cada ponto focal deverão atuar como articuladores junto aos demais Municípios que compõem a sua microrregião.
O encontro contou com a participação da prefeita Darlene Pereira; do vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil, Renatinho Gomes; do secretário-executivo da Defesa Civil, Anderson Montiel; do secretário de Município de Relações Institucionais e Comunitárias (SMREIC), Cláudio Costa;do secretário de Município do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA),Antônio Soler; da secretária-adjunta da SMMA, Daiane Marques; da assessora da Azonasul, Tiane Costa; do geólogo da Prefeitura de Capão do Leão, Mikael Ribeiro;e do coordenador da 4ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil( Crepdec) coronel Márcio Facin.
Para a prefeita Darlene, a proposta depende da integração entre os municípios para a construção de políticas públicas voltadas à adaptação climática. Ela também ressaltou o papel do Rio Grande como ponto focal da microrregião.
“Rio Grande é ponto focal da nossa microrregião na construção desse plano regional. Quero falar da importância da integração regional para essas questões climáticas. Nós precisamos pensar juntos e esse projeto demonstra isso. Ele integra Governo Federal, Governo do Estado e municípios de forma regional aqui na Zona Sul para que a gente pense coletivamente, porque as ações de proteção climática precisam ser pensadas a longo prazo e de forma conjunta. Estamos em uma etapa inicial, que é a constituição desta governança e o trabalho de diagnóstico, para que, a partir daí, possamos construir coletivamente e regionalmente as ações de proteção e cuidado nas questões climáticas da nossa região.”
Representando a Azonasul, Tiane Costa explicou que o PRAC Sul integra o programa AdaptaCidades, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e reúne os 23 municípios que compõem a associação. O AdaptaCidades é um programa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O Governo do Estado aderiu à iniciativa, a Azonasul assinou o termo de adesão e os 23 municípios participam dessa construção. Rio Grande, juntamente com Candiota, São Lourenço do Sul e Capão do Leão, integra a coordenação deste plano de adaptação climática, que busca preparar melhor a região para responder aos eventos climáticos.
A secretária-adjunta da SMMA, Daiane Marques, comentou que o encontro representa o início de um processo composto por oito etapas. Segundo ela, concluída a etapa de formação da governança, terá início a aplicação da "lente climática", diagnóstico que reunirá informações dos municípios da microrregião e subsidiará a elaboração do Plano Regional de Ação Climática.
“Concluímos a primeira visita aos pontos focais. O ponto focal da nossa microrregião é o Rio Grande, contemplando Chuí, Santa Vitória do Palmar, Pelotas e São José do Norte. Estamos na primeira etapa de formação da governança, mas já iniciando a segunda etapa, que trata da lente climática, um diagnóstico da situação de cada município. Também teremos, mais adiante, audiências públicas em cada microrregião para garantir a participação da comunidade.” O grande objetivo desse trabalho, conforme Daiane, é concluir o Plano Regional de Ação Climática, permitindo que os municípios saiam de uma postura reativa para uma atuação de preparação diante das emergências climáticas e dos eventos extremos.
Conforme o coordenador da 4ª(CREPDEC), coronel PM Márcio Facin, é importante a articulação entre instituições, universidades e municípios para a construção de soluções voltadas à prevenção e ao enfrentamento dos impactos dos eventos climáticos extremos. Ele afirma que a Defesa Civil atua de forma articulada com diversas instituições, especialmente a UFPel e a FURG, buscando construir soluções preventivas para os eventos extremos. “Hoje discutimos o AdaptaCidades no âmbito regional, que está diretamente relacionado às políticas públicas integradas desenvolvidas pela Defesa Civil, buscando construir soluções para que esses eventos climáticos afetem o mínimo possível a nossa comunidade regional”.
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