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Prefeita do Rio Grande debate na Fenadoce sobre as oportunidades para a região com a exploração de petróleo na Bacia de Pelotas
Debate em Pelotas foi promovido pela Rádio Cultura FM Zona Sul, do município do Rio Grande, e também teve a presença dos prefeitos de Pelotas e São Lourenço do Sul.
23/07/2026
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A prefeita Darlene Pereira foi uma das palestrantes no painel “As oportunidades da Bacia de Pelotas: compreendendo o impacto nos municípios da Região Sul”, realizado na tarde desta quinta-feira (23), no Palco do Doce da Fenadoce, em Pelotas. Durante a palestra, ela abordou sobre o potencial para exploração de petróleo e gás nesta bacia e as oportunidades para o Município e região, caso se confirmem as expectativas.
Após o painel, a prefeita comentou sobre a importância da discussão. Disse que foi uma excelente momento de reflexão a respeito do desenvolvimento da região, das oportunidades e desafios com a Bacia de Pelotas. “Hoje, a bacia vive um momento de estudo, mas entendemos que o Rio Grande e as cidades vizinhas precisam se preparar, se qualificar para aproveitar da melhor forma as oportunidades que virão com exploração na Bacia de Pelotas.”
Atualmente, existem estudos que fazem o mapeamento e a aquisição de dados geológicos na bacia. Esses estudos estão em fase de confirmação por empresas do setor, como a brasileira Petrobras e a americana Chevron, que já exploram o produto em outras regiões do planeta.
O debate em Pelotas foi promovido pela Rádio Cultura FM Zona Sul, do município do Rio Grande. Com o tema “Painel Liderança em Foco”, além da prefeita rio-grandina, também participaram desta discussão os prefeitos de São Lourenço do Sul, Zelmute Marten e o de Pelotas, Fernando Marroni. O evento da Cultura FM é um programa realizado in loco com o parceiro institucional, em formato de fórum, cujo objetivo é abordar grandes temas da economia da Zona Sul/RS com lideranças atuantes, capazes de elucidar e dar perspectivas através de um diálogo qualificado.
Darlene apresentou diversos argumentos que justificam o interesse de grandes empresas internacionais exploradoras de petróleo pela Bacia de Pelotas. Com base em estudos preliminares, divulgados recentemente, ela lembrou que pode haver potencial para reservas de petróleo com características compatíveis àquelas descobertas recentemente em bacias do Atlântico Sul, especificamente, no outro lado do oceano, na Namíbia (África). Lá, as estimativas indicam um potencial de 11 a 20 bilhões de barris de petróleo (além de grandes volumes de gás natural). Embora ainda não exista confirmação oficial de petróleo na Bacia de Pelotas, as estimativas por aqui são de que as reservas somam 15 bilhões de barris. A previsão é de que, até 2028, sejam realizadas as primeiras perfurações, confirmando as expectativas de petróleo na região.
Darlene defendeu que o Rio Grande só tem a ganhar, caso se confirmem os estudos, pois está localizado estrategicamente na Bacia de Pelotas. “Ocupamos uma posição estratégica para apoiar operações marítimas, aeroportuárias, logísticas, pesquisa e desenvolvimento ligados à economia do mar.” Ela elencou a proximidade do Município com o Oceano Atlântico, a infraestrutura portuária – maior porto marítimo do estado, o Polo e Distrito Industrial, o Polo Naval, as universidades públicas de referência – Furg e UFPel, os institutos federais (IFs), os aeroportos da região e a mão de obra qualificada como fatores fundamentais para as futuras operações relacionadas à exploração de petróleo e gás.
Desenvolvimento sustentável
Com essas novas perspectivas econômicas para a região, a prefeita rio-grandina acentuou que o desenvolvimento e a proteção ambiental deverão caminhar juntos. Ela defendeu a proteção ambiental com a preservação dos ecossistemas costeiros e marinhos como prioridade permanente. Também frisou ser necessário um diálogo com as comunidades pesqueiras, preservação da biodiversidade, a manutenção da pesca sustentável, a segurança operacional com padrões rigorosos em todas as etapas das operações offshore e terrestres, assim como que haja responsabilidade social, ou seja, que benefícios sejam distribuídos à população e compromissos firmados com transparência.
Oportunidades
Caso os projetos avancem futuramente, a Bacia de Pelotas poderá gerar benefícios amplos para a cidade do Rio Grande e região. A prefeita citou como exemplo a geração de empregos, a atração de capital privado nacional e internacional para o sul do país, o fortalecimento da cadeia de suprimentos e serviços da economia do mar, o aumento de receitas para o Rio Grande e região e para o Estado, o desenvolvimento da pesquisa aplicada em Oceanografia e a qualificação profissional, entre outros aspectos.
“A Bacia Pelotas pode impulsionar uma nova dinâmica econômica na Zona Sul do RS. O desenvolvimento da Bacia Pelotas representa uma oportunidade histórica para fortalecer nossa economia, gerar empregos qualificados, valorizar o conhecimento científico e consolidar o desenvolvimento da Economia do Mar no Brasil. O desenvolvimento regional acontece quando os benefícios são compartilhados”, argumentou a prefeita.
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