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Prefeitura inicia ação emergencial de salvamento no prédio da Estação Ferroviária Central do Rio Grande

Prioridade é garantir a segurança da estrutura e a preservação do patrimônio enquanto outras medidas necessárias são encaminhadas.

10/08/2026

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A Prefeitura do Rio Grande iniciou, nesta segunda-feira (10), uma ação emergencial de salvamento e estabilização no prédio da antiga Estação Ferroviária, importante patrimônio histórico do Município. Nesta primeira etapa, a Secretaria de Planejamento e Habitação (SMPLANH), em  conjunto com a Secretaria de Serviços Urbanos (SMSU), realiza a remoção cuidadosa das telhas, a estabilização da estrutura e o salvamento de elementos originais do prédio, como forma de evitar o agravamento dos danos e garantir a preservação do imóvel.

A intervenção ocorre após a identificação de um comprometimento significativo do telhado, que sofreu um desabamento parcial. Em uma inspeção realizada com o uso de drones, a equipe técnica da Prefeitura constatou o furto de parte significativa das telhas no perímetro do prédio, além do desaparecimento das calhas originais. A remoção, por estar localizada na parte superior da edificação, não era perceptível a partir do solo.

Conforme a equipe técnica da SMPLANH, coordenada pelo arquiteto Daniel Cougo, a retirada das telhas e das calhas permitiu que a água das chuvas atingisse diretamente o madeiramento responsável pela sustentação do telhado, agravando o comprometimento da estrutura. Cougo afirma que a ação da Prefeitura é  emergencial para impedir que ocorra o colapso total da cobertura. “O madeiramento está muito comprometido e, por isso, a retirada das telhas irá aliviar o peso sobre as estruturas, e o envelopamento irá proteger o madeiramento e demais elementos evitando a progressão dos danos”, explica o coordenador.

Preservação de elementos originais

A equipe cita que todo o material retirado agora da edificação será cuidadosamente armazenado para ser classificado e  utilizado, futuramente, no processo de restauro do prédio. A intervenção também prevê uma limpeza técnica da edificação, com a retirada dos elementos internos que já apresentam comprometimento, buscando preservar ao máximo a originalidade do edifício e o seu valor histórico. Após a remoção das telhas, a Prefeitura irá adotar uma solução provisória de vedação para impedir a entrada de água no prédio enquanto evoluem as próximas etapas do processo de restauração.

A ação está sendo realizada em diálogo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Estadual (IPHAE) e com o acompanhamento do Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com o secretário da SMPLANH, Glauber  Gonçalves, o promotor Daniel Indrusiak, da Promotoria de Justiça Cível do Rio Grande, propôs a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo as medidas de preservação da área, incluindo o prédio principal da antiga estação.

Recursos para recuperação

Além da ação emergencial, que está sendo integralmente custeada com recursos próprios do Município, a Prefeitura encaminhou projeto ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), mantido pelo MPE, buscando recursos para executar parte das intervenções necessárias à preservação e recuperação deste patrimônio. De acordo com a equipe técnica da SMPLANH, o valor necessário para uma restauração completa da antiga estação ainda é elevado, diante das condições atuais do imóvel, com uma estimativa inicial entre R$ 14 milhões e R$ 15 milhões. O objetivo imediato, no entanto, é evitar  o agravamento dos danos e garantir que a estrutura possa ser preservada até que sejam viabilizados recursos necessários para o restauro completo do edifício.

A preocupação dos profissionais é preservar o que se tem e impedir que aconteça com a estação o que já ocorreu com outros prédios históricos, com a perda de elementos de relevante valor cultural e artístico. As telhas, por exemplo, são originais e precisam ser cuidadosamente retiradas, armazenadas e preservadas para retornar ao prédio quando restaurado.

A prioridade do Município é garantir a segurança da estrutura e a preservação do patrimônio histórico enquanto as medidas necessárias para sua recuperação são encaminhadas.

Prevenção diante dos eventos climáticos

A intervenção também leva em consideração as previsões de um segundo semestre com maior ocorrência de chuvas e a possibilidade de novos eventos climáticos extremos, como os fortes ventos registrados recentemente. Para o secretário Glauber Gonçalves, a ação busca justamente reduzir os riscos de que esses fenômenos provoquem o colapso de uma estrutura que já se encontra fragilizada pelo tempo e pelas condições atuais do prédio. A retirada preventiva das telhas e a adoção de medidas de proteção permitirão reduzir a exposição da edificação à chuva e aos ventos enquanto evoluem as demais etapas necessárias para sua recuperação.

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