Rio Grande promove 1ª Festa dos Povos das Águas dia 5 de julho
Proposta é relacionada com a Política Nacional da População das Águas, uma estratégia do SUS voltada às populações que vivem e trabalham em áreas rurais, ribeirinhas, pesqueiras, extrativistas e tradicionais, em situações diferentes da população urbana.
26/06/2026
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A Prefeitura do Rio Grande, em parceria com o Governo Federal e a Furg promove, no dia 5 de julho, a 1ª Festa dos Povos das Águas. O evento acontece no Santuário Nossa Senhora de Lourdes, na Ilha dos Marinheiros, a partir das 13h. Por parte do Município, a ação está sendo articulada pelas secretarias de Saúde, Pesca e Aquicultura e a do Interior. Para a data, estão previstas diversas atividades como feira de produtos e artesanato local, apresentações musicais, oficinas e palestras para pescadores e pescadoras e serviços de saúde. Confira ao final do texto.
A proposta da festa está inserida no contexto da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (PNSIPCFA). Trata-se de uma estratégia do SUS voltada para populações que vivem e trabalham em territórios rurais, ribeirinhos, pesqueiros, extrativistas e tradicionais, reconhecendo que essas comunidades possuem condições de vida, trabalho e acesso à saúde diferentes da população urbana. A política busca ampliar o acesso aos serviços de saúde, reduzir riscos relacionados ao trabalho e melhorar a qualidade de vida dessas populações.
“Essa é uma política pública para que possamos cuidar melhor da saúde das pescadoras e pescadores do Rio Grande. Queremos com isso aproximar o SUS da nossa comunidade pesqueira para que tenhamos mais qualidade de vida. Rio Grande acredita que o cuidado é a melhor solução para o desenvolvimento”, afirma a prefeita Darlene Pereira.
Entre seus principais objetivos da PNSIPCFA estão:
-Garantir acesso qualificado aos serviços de saúde.
-Reduzir agravos relacionados aos processos de trabalho.
-Desenvolver ações de vigilância em saúde adequadas aos territórios.
-Promover educação permanente para trabalhadores da saúde.
-Valorizar saberes e práticas tradicionais.
-Fortalecer a articulação entre diferentes órgãos governamentais e movimentos sociais.
-Avanço recente para os povos das águas
Embora a política exista há mais de uma década, sua implementação voltada especificamente aos territórios pesqueiros ganhou força recentemente com a aproximação entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Pesca e Aquicultura. Essa articulação resultou em iniciativas voltadas à ampliação do acesso à saúde de pescadores e pescadoras artesanais, reconhecendo as especificidades dos ambientes de pesca, como mares, rios, lagoas, estuários e manguezais. As ações preveem:
-Presença mais efetiva do SUS nos territórios pesqueiros.
-Vigilância em saúde adaptada à realidade das comunidades.
-Atenção especial à saúde das mulheres pescadoras.
-Identificação e prevenção de doenças e agravos relacionados ao trabalho da pesca artesanal.
-Relação com o projeto desenvolvido em Rio Grande
Execução local
No Rio Grande, o projeto está sendo realizado pela Escola de Enfermagem da FURG, representando uma experiência inovadora de territorialização dessa política em comunidades pesqueiras. Para isso, a universidade recebeu um recurso de R$ 350 mil do Ministério da Pesca.
“Esse recurso foi destinado a Furg para que a gente consiga conhecer melhor as situações de saúde que estão relacionadas com processos de trabalho e de vida das pescadoras e pescadores. Assim vamos poder elaborar ações e políticas públicas que melhorem a qualidade de vida dessas populações nos seus territórios”, comenta a secretária de Saúde, Juliana Acosta.
A iniciativa está estruturada em quatro eixos:
- Formação de profissionais de saúde, qualificando o atendimento às populações pesqueiras e tradicionais;
- Ações diretas nas comunidades, incluindo orientações, avaliações e atendimentos de saúde.
- Apoio à produção e comercialização do pescado, entendendo o trabalho como determinante social da saúde.-Vigilância popular dos territórios pesqueiros, fortalecendo o protagonismo das próprias comunidades na identificação de problemas e necessidades.
O projeto também deve integrar a pesquisas da Fiocruz voltadas à análise da situação de saúde das mulheres pescadoras, contribuindo para a formulação de políticas públicas e ações específicas para esses territórios.
“Essa é uma política muito bem-vinda para os pescadores e pescadoras do município do Rio Grande. Nós buscamos desenvolver esse projeto para cuidar melhor da vida dessas pessoas que trabalham nas águas e que tem passado por momentos de dificuldade, como mudanças climáticas e eventos climáticos extremos”, comenta o secretário da Pesca e Aquicultura, Luiz Gautério.
Serviços na 1ª Festa dos Povos das Águas
- Roda de conversa - Vigilância Popular em Saúde em Territórios Insulares
- Roda de conversa “Educação Popular em Saúde - Diálogos Hidroepistêmicos: Educação Popular e o Cuidado Coletivo das Pescadoras”
- Oficina “Entre Águas e Saberes” - artesanato sustentável
- Cadastro para mutirão de confecção de novas identidades
- Unidade móvel IST com orientações e testagem
- Unidade móvel da Odonto com atendimento odontológico
- Núcleo de Educação da Vigilância – orientação sobre arboviroses
- Vigilância Ambiental - orientação sinantrópicos e mostra de animais peçonhentos // Jogos educativos para as crianças
- Vigilância em saúde do trabalhador - orientações relacionadas ao processo de trabalho
- Tenda das PICS - práticas de cuidado integrativas
- Atividades educativas relacionadas ao Câncer de Pele e Doenças Respiratórias
- Presença da mosquita do Aedes
- Presença do Zé gotinha
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