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Biblioteca Rio-Grandense também pode ser visitada em tour virtual de 360º

O projeto conta com dois produtos desenvolvidos por professores e estudantes voluntários do IFRS: um vídeo para o Instagram e um tour virtual.

17/08/2026

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Um ótimo lugar para ler um livro, fazer uma pesquisa e com quase 200 anos de histórias, muitas delas raríssimas, tanto no acervo como fora do prédio, agora pode ser visitado também via Internet num tour de 360º. A opção foi apresentada por professores e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do IFRS, sediado no Rio Grande, para quem deseja conhecer mais sobre a Biblioteca Rio-Grandense.

A biblioteca é a estrela da Semana do Patrimônio, ação promovida pela Prefeitura Municipal, por intermédio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa (SMCEC). A programação iniciou sábado (15), data do aniversário da instituição quase bicentenária, e encerra dia 25 deste mês. Nesta 4ª edição da Semana do Patrimônio, o tema é “A Biblioteca Rio-Grandense: 180 anos de memória e história”.

O passeio virtual foi apresentado nesta segunda-feira (17), dentro do Mercado Público, onde estavam professores e alunos do curso do IFRS, autores do projeto virtual. O passeio pode ser acessado por meio de dois QR-Code (confira nas imagens em anexo). Ao escolher um dos dois recursos, o internauta ingressa no prédio da biblioteca e visita, também, os arredores, podendo explorar diversos ambientes do interior e fora do prédio, conforme explica a coordenadora do projeto, a arquiteta e professora do IFRS, Vanessa Bozenbecker, que coordena todo o trabalho.

“É um projeto de extensão que intitulamos de Educação Patrimonial e Democratização do Acesso ao Patrimônio Arquitetônico do Rio Grande. A nossa intenção é divulgar para a população em geral alguns dos nossos patrimônios e aqui estamos apresentando a Biblioteca Rio-Grandense, que é a grande estrela da Semana do Patrimônio”, explica Vanessa.

O projeto conta com dois produtos desenvolvidos por professores e estudantes voluntários: um vídeo para o Instagram e um tour virtual. “A gente fez uma visita guiada, porque a biblioteca, embora seja privada, é de acesso público, mas não podemos acessar todos os lugares a não ser que acompanhados. Então fizemos essa visita guiada e, a partir dela, um passeio virtual para que as pessoas possam acessar esses espaços de qualquer lugar que estejam, mesmo que não estejam aqui na cidade. A intenção é estimular as pessoas para que se interessem, queiram conhecer pessoalmente esse patrimônio e valorizá-lo”, afirma.

O tour apresenta diversos ambientes da Biblioteca Rio-Grandense, desde o acesso às salas de leitura e ao acervo, até a parte externa do prédio. Também são apresentadas informações arquitetônicas e históricas, além de espaços que não são abertos normalmente ao público, como a sala de obras raras e a mapoteca. É uma “experiência imersiva em educação patrimonial”, conforme consta em um folder apresentado aos interessados, onde também constam os acessos por meio dos QR-Code.

Curiosidades

Ao fazer o tour virtual, algumas imagens chamam a atenção, dentro e fora do prédio. Uma delas, surpreendeu a própria coordenadora, ao descobrir que o interior da biblioteca possui seis andares, repletos de documentos históricos, como livros, revistas, jornais, muitos dos quais únicos em todo o país e que já serviram de pesquisa para pessoas famosas, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
“Uma delas que eu não sabia, e que para mim foi muito interessante, foi saber que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ficou dois anos vindo à biblioteca para pesquisar, quando estava escrevendo a tese de doutorado dele, que é ‘Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional’. Ele fez toda a pesquisa aqui”, conta Vanessa. Ela explica ainda que, anos depois, já como presidente da República, ele assinou o reconhecimento da Biblioteca Rio-Grandense como espaço de utilidade pública, o que facilitou o acesso da instituição a recursos.

Outras duas curiosidades para quem é mais jovem ou não é natural do Rio Grande, é descobrir que, em frente ao prédio da biblioteca, circulava uma linha do bonde que percorria a cidade. Outro aspecto foi ver imagens de um prédio que banheiro público, entre o Mercado e a Biblioteca Rio-Grandense, onde hoje está o Largo Barbosa Coelho, “um exemplo de outra construção substituída por uma sem o mesmo valor arquitetônico”.

Prédios históricos

As imagens e pesquisas realizadas para o tour também permitiram observar as transformações pelas quais passaram a Biblioteca Rio-Grandense e outros prédios históricos da região. “Outros prédios aqui no entorno também sofreram, foram desconstruídos, demolidos e mudaram inclusive de lugar. A intenção é pesquisar outros prédios para entender essas alterações. E o que é mais interessante da biblioteca é que, embora ela tenha passado por tantas transformações, ela permanece”, comenta a arquiteta.

Ela cita que a Biblioteca Rio-Grandense conseguiu se adaptar às novas necessidades ao longo do tempo, especialmente para acomodar seu acervo, estimado em quase meio milhão de obras, sem perder suas características arquitetônicas: “Eles foram adaptando o prédio para as novas necessidades, sem necessariamente precisar fazer o que se faz muitas vezes, que é botar abaixo e construir algo mais contemporâneo, mas que nem sempre tem a mesma qualidade arquitetônica”. Vanessa também chama atenção para as mudanças ocorridas na arquitetura da biblioteca. O prédio, que inicialmente abrigava a Câmara Municipal, tinha características coloniais. Depois passou por reformas que incorporaram elementos do estilo eclético e, na década de 1950, adquiriu a configuração atual, com características ecléticas e neoclassicistas, incluindo colunas gregas na fachada. “Além de ser historicamente muito importante, ela é arquitetonicamente muito interessante, muito instigante também.”

Escolha como visitar virtualmente a Biblioteca Rio-Grandense. Além dos QR-Code disponibilizados em imagens anexas, acesse https://tour.panoee.net/biblioteca-rio-grandense ou @arqeurbifrs .  

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