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Executivo do Rio Grande recebe proposta de educação ambiental para escolas municipais

Parceria entre a JB Energy e a SMEd pretende aproximar estudantes e comunidade do primeiro projeto brasileiro de energia eólica offshore flutuante

10/09/2026

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A Prefeitura do Rio Grande recebeu, na manhã desta quinta-feira (10), a apresentação de uma proposta de parceria entre a JB Energy e a Secretaria de Município da Educação (SMEd) para desenvolver um programa de educação ambiental voltado aos estudantes da rede municipal. A iniciativa busca aproximar crianças, famílias e comunidade do projeto Aura Sul Wind, que prevê a implantação da primeira plataforma flutuante de geração de energia eólica offshore do Brasil.

O encontro reuniu a prefeita Darlene Pereira, o secretário de Relações Institucionais, Cláudio Costa, a secretária e o adjunto da Educação, Cleuza Dias e Sícero Miranda, e o CEO da JB Energy, Rodolfo Gonçalves e a assistente-executiva da empresa, Tânia Murbak. Durante a reunião, Gonçalves falou que um dos principais objetivos é fazer com que a população compreenda o impacto positivo do projeto para a cidade e participe desse processo desde cedo. Disse que a educação ambiental é o caminho para aproximar as crianças e, por meio delas, também as famílias dessa transformação que Rio Grande está vivendo.

O CEO disse que o projeto Aura Sul Wind representa uma ponte entre o conhecimento desenvolvido pelo Japão, onde a tecnologia offshore vem sendo implantada há mais de uma década, e a capacidade industrial, acadêmica e portuária de Rio Grande. Frisou que, “hoje, temos empresas brasileiras e japonesas trabalhando juntas, além da conexão entre universidades dos dois países”. Agora, reforçou, “queremos ampliar essa parceria para a educação ambiental, levando esse conhecimento também às escolas de ensino fundamental”.

A proposta educacional será construída em conjunto com a equipe pedagógica da SMEd, respeitando as diretrizes da rede municipal e integrando conteúdos relacionados à sustentabilidade, ao meio ambiente e às energias renováveis. Para a prefeita Darlene Pereira, o projeto ultrapassa a dimensão tecnológica e representa uma oportunidade de formar uma nova geração consciente sobre a produção de energia limpa. Darlene afirmou que “hoje trouxemos a pasta da Educação para o debate justamente para discutir a compreensão do tamanho desse projeto e sua relação com a educação ambiental” e lembrou que Rio Grande receberá um empreendimento que vai gerar novas possibilidades e também conhecimento para as crianças rio-grandinas.

Mais impacto na Educação

A secretária Cleuza Dias considerou promissora a proposta na área educacional e sugeriu que a implantação respeite o calendário pedagógico das escolas, priorizando um período em que estudantes e professores já estejam adaptados ao ano letivo. Disse que, nos primeiros dias de aula, as escolas estão organizando matrículas, turmas, entrega de uniformes e materiais. Depois desse período, acredita, a proposta terá muito mais impacto.

Ela também defendeu que os materiais educativos privilegiem recursos físicos e a leitura. Cleuza Dias citou que podem ser trabalhados vídeos, mas o material que a criança pode manusear e levar para casa tem um valor muito importante.

Ao final do encontro, prefeita e secretária reforçaram que Rio Grande tem uma trajetória marcada pelo pioneirismo e que envolver os estudantes na compreensão da energia eólica offshore significa permitir que as novas gerações acompanhem, desde o início, uma transformação histórica para o município.

Indústria marítima em pauta

O projeto Aura Sul Wind vai instalar uma plataforma flutuante com uma turbina de 18,5 megawatts a 65 quilômetros do Porto do Rio Grande, em uma lâmina d’água de 45 metros. Será o primeiro empreendimento desse tipo no Brasil e, quando entrar em operação, também será o maior do mundo nessa categoria, conforme Rodolfo Gonçalves.

Ainda nesta quinta-feira (10), às 18h, o município do Rio Grande sedia o 2º Encontro de Colaboração da Indústria Aura Sul Wind, no Oceantec – Parque Científico e Tecnológico da Furg. A programação reunirá representantes da universidade, do setor portuário, da indústria marítima e do poder público para discutir operações marítimas, infraestrutura portuária e oportunidades para empresas locais participarem do projeto.

Organizado em parceria com o APL Marítimo RS e a ApexBrasil, o encontro busca identificar as capacidades já instaladas no Rio Grande e as lacunas que precisam ser superadas para viabilizar o empreendimento, cuja operação piloto está prevista para 2030, com investimento estimado em US$ 100 milhões ao longo dos próximos quatro anos.

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