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Cozinhas solidárias ampliam produção para atender famílias em situação de vulnerabilidade após temporal
24/09/2026
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A Prefeitura do Rio Grande mobilizou as cozinhas solidárias e os grupos de combate à fome para reforçar o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade social afetadas pelo temporal que atingiu o Município. A ação foi discutida durante agenda realizada na quarta-feira (23), que reuniu representantes do Município e entidades que atuam na área de segurança alimentar, e prevê uma força-tarefa entre quinta-feira (24) e sábado (26).
Estão previstas ações nos territórios do BGV, Cidade de Águeda, Santa Rosa e Quintinha. A possibilidade de atendimento no bairro Maria dos Anjos também será avaliada conforme a demanda.
Participaram da reunião representantes do Gabinete de Programas e Projetos Especiais (GPPE), da Secretaria de Relações Institucionais e Comunitárias (SMREIC) e da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SMADH), além do Instituto Cultural Filhos de Aruanda, da Associação de Moradores do Bairro Atlântico Sul (AMBAS), do grupo Mais Amigos do Bem, da Panela Amiga, da Associação do Parque Coelho, do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CONSEA) e da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).
De acordo com Thaís Saggiomo, chefe do Escritório de Monitoramento e responsável pelo Trabalho Social no GPPE, os grupos estão ampliando a produção para atender as famílias que necessitam de apoio emergencial. Ao longo dos três dias, a previsão é de aproximadamente 2,4 mil refeições adicionais, além da produção destinada às equipes que atuam nos plantões de reconstrução da cidade.
“Estamos fazendo uma força-tarefa para que, de quinta-feira a sábado, possamos estar nesses territórios atendendo as famílias que estão mais necessitadas. Os grupos estão dobrando a sua produção e estamos nos preparando para fazer 2,4 mil refeições a mais ao longo desses três dias”, explica.
A mobilização também considera o funcionamento do Restaurante Popular, que passou a atender uma demanda ampliada nos últimos dias. Atualmente, são distribuídas cerca de 300 marmitas por dia, dobrando a demanda local. Além do atendimento à população em situação de rua, a produção foi ampliada para acolher também famílias afetadas pelo temporal na região da Hidráulica.
A partir do mapeamento das necessidades nos territórios, os grupos permanecerão mobilizados para avaliar e atender situações emergenciais relacionadas à segurança alimentar. A estratégia terá atenção especial aos locais onde as escolas ainda não conseguiram retomar as atividades, seja pela falta de energia elétrica, pela necessidade de adequações estruturais ou pela realização de obras mais complexas.
As cozinhas solidárias e os grupos de combate à fome já atuam regularmente no atendimento à população em situação de vulnerabilidade. Neste momento, a articulação amplia a capacidade de resposta diante das situações emergenciais decorrentes do temporal, direcionando o atendimento conforme as necessidades identificadas em cada território.
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