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Mês da Pessoa Idosa inicia com debate sobre direitos, saúde mental e mudanças climáticas
02/10/2026
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O Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, celebrado nesta quinta-feira (1º), marcou a abertura da programação do Mês da Pessoa Idosa no Rio Grande. A atividade ocorreu no Centro Integrado e contou com a palestra “Pessoa Idosa e Mudanças Climáticas: Direitos, Saúde Mental e Proteção em Tempos de Transformação”, ministrada pela psicóloga e advogada Clarice Pires Marques.
Com o tema “Envelhecer com direitos é construir um futuro para todas as idades”, a programação é promovida pela Coordenadoria Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, vinculada à Secretaria de Município de Assistência Social e Direitos Humanos (SMADH), em conjunto com o Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMPI), o Sesc e a Unimed Litoral Sul, além de outras instituições parceiras. As atividades reúnem ações de formação, cultura, convivência e participação social, com continuidade ao longo de outubro e início de novembro.
Presente na abertura, o vice-prefeito Renatinho Gomes destacou a importância de iniciativas que valorizam a trajetória das pessoas idosas e promovem o reconhecimento de seus direitos. Ele também ressaltou a contribuição dessa população para o Município e a necessidade de construir uma cidade com oportunidades para todas as idades.
“É muito importante promover espaços para falar sobre os direitos da pessoa idosa e reconhecer tudo o que essas pessoas construíram ao longo de suas vidas, tanto pelo Município quanto por suas famílias. Temos uma população idosa ativa, que continua participando e se movimentando, e precisamos trabalhar para que Rio Grande seja cada vez mais uma cidade com oportunidades para todos. Celebrar a vida e poder conviver com pessoas que acumulam tantas experiências também é uma oportunidade de aprendizado para toda a sociedade”, afirmou.
A coordenadora municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Kátia Melissa Martins, avaliou positivamente a abertura, que reuniu aproximadamente 100 participantes. Ela destacou que a palestra abordou questões relacionadas à ansiedade climática e à saúde mental, além de orientações práticas para situações de emergência, como a importância de manter consigo informações de saúde, medicamentos utilizados, tipo sanguíneo e contatos para atendimento.
Segundo Kátia, a atividade deu início a um mês de ações voltadas à informação e à formação, com o protagonismo da pessoa idosa como eixo central. A coordenadora também reforçou que o debate sobre o envelhecimento deve envolver toda a sociedade, independentemente da faixa etária.
“A abertura representa o início de uma programação com diversas formações e atividades informativas, sempre valorizando o protagonismo da pessoa idosa. A palestra também trouxe orientações que podem ser úteis a todos, pois situações de emergência podem acontecer com qualquer pessoa. Falar sobre envelhecimento é falar sobre todas as fases da vida, já que todos nós desejamos chegar a essa etapa e vivê-la com saúde, dignidade e autonomia. Por isso, convidamos toda a comunidade a participar das atividades e a contribuir para essa reflexão”, ressaltou.
Durante a palestra, Clarice Pires Marques propôs uma reflexão sobre as diferentes dimensões do envelhecimento na sociedade atual. A partir de sua experiência profissional com grupos de pessoas idosas e com a defesa de seus direitos, destacou a importância da organização coletiva não apenas para a convivência e a socialização, mas também para a participação social e a reivindicação de direitos.
A palestrante ressaltou que envelhecer envolve continuar participando da sociedade, fazendo planos, experimentando novas possibilidades e buscando aprendizados. Para ela, é fundamental que as pessoas idosas sejam reconhecidas como protagonistas de suas próprias histórias, com autonomia para tomar decisões e construir seus caminhos.
Outro ponto abordado foi a importância das redes de apoio diante de situações de vulnerabilidade, especialmente em contextos de eventos climáticos extremos. Clarice destacou que a necessidade de receber auxílio não deve retirar da pessoa idosa o direito de decidir sobre a própria vida.
“É importante que as pessoas idosas tenham redes de apoio, tanto entre familiares e pessoas de confiança quanto nas instituições e nos grupos dos quais participam. Em situações de crise, podemos precisar de ajuda, mas isso não significa abrir mão da nossa autonomia. O Estatuto da Pessoa Idosa também atua na garantia desse direito. Precisamos compreender que receber auxílio não retira de ninguém o direito de estabelecer limites e de ter suas decisões respeitadas”, explicou.
A programação do Mês da Pessoa Idosa segue com atividades voltadas à formação, cultura, convivência, participação social e promoção dos direitos da pessoa idosa.
Confira a programação
9 de outubro
14h30 - Aula aberta “Pessoa Idosa: do objeto de cuidados a sujeito de direitos”, no Plenário da Câmara Municipal. A atividade será realizada em parceria com a Escola do Legislativo da Câmara Municipal e a Liga de Gerontologia da FURG, abordando autonomia, cidadania, participação social e garantia de direitos.
19 de outubro
14h - Formação “Alzheimer e outras demências: o olhar da Assistência Social e dos Direitos Humanos”, no Centro Integrado. A atividade é destinada aos profissionais da rede da Secretaria de Município de Assistência Social e Direitos Humanos (SMADH).
19h30 - Sonora Brasil - Reverberações Afro e Indígenas 2026, no Teatro Municipal, com apresentação das Suraras do Tapajós, do Pará. A iniciativa é do Sesc e o evento é gratuito. Para participar, é necessário retirar o ingresso antecipadamente no Sesc, localizado na Avenida Silva Paes, 416, mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis.
28 de outubro
9h às 17h - Longoviver - Encontro, Movimento e Convivência, no Largo Barbosa Coelho. A atividade contará com o Ciclo de Vivências 60+, reunindo ações voltadas à convivência, movimento, participação e bem-estar.
6 de novembro
14h - Roda de Conversa “Envelhecimento LGBTQIAPN+”, no Centro Integrado. A atividade será promovida pela Coordenadoria Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e pela Coordenadoria de Políticas para a Comunidade LGBTQIAPN+.
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