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Rio Grande promove 1º Encontro de Articulação Estratégica para construção de nova Estrutura para Desenvolvimento e Inovação

Evento no Salão Nobre da Prefeitura marcou o início das discussões e do planejamento para a criação de um novo modelo voltado ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos

15/10/2026

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Rio Grande deu o primeiro passo para a possível criação de uma Estrutura para Desenvolvimento e Inovação no Município, com a realização do 1º Encontro de Articulação Estratégica, na manhã desta quinta-feira (15). A iniciativa, relacionada ao Grande Pacto pela Inovação, é capitaneada pela Prefeitura do Rio Grande, por meio Secretaria de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar (SMDITMAR) e busca estabelecer uma estrutura permanente de desenvolvimento, capaz de integrar quatro grandes hélices da comunidade em torno de uma agenda estratégica para o futuro do Rio Grande: poder público, instituições de ensino e pesquisa, iniciativa privada e sociedade civil organizada.

A iniciativa pretende ampliar a capacidade de articulação do Município, promovendo ações que contribuam para a geração de emprego e renda, o fortalecimento da economia local e a criação de novas oportunidades de desenvolvimento. O evento, realizado no Salão Nobre da Prefeitura, marcou o início das discussões e do planejamento para a criação de um novo modelo voltado ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos. Participaram do encontro representantes do Governo Municipal, universidades, empresas privadas, militares, organizações da sociedade civil, vereadores, entre outros.

Para as atividades, o Rio Grande conta com a parceria do Sebrae, que irá atuar como consultor do trabalho a ser desenvolvido. O método segue o que já vem sendo praticado há mais de seis anos durante as atividades do Grande Pacto pela Inovação.

Em sua manifestação, a prefeita Darlene Pereira ressaltou a importância da discussão coletiva e que serão vários momentos para que todas as partes sejam ouvidas para construção de um instrumento que promova e atue no fomento do desenvolvimento local a partir da inovação. Ela também defendeu o potencial do Rio Grande.

“Não existe desenvolvimento sem qualidade de vida, não existe só crescimento econômico. Uma cidade, um país, não se desenvolve só com o crescimento econômico, sem pensar na política pública, e daí a importância do serviço público. Nós temos aqui todas as hélices, conversando, construindo um modelo de desenvolvimento para a nossa cidade. E a gente precisa dessas forças, políticas, empresariais, comunitárias e a academia”, comenta.

A prefeita ainda elogiou a parceria com uma entidade que tem acompanhado de perto os processos pelo desenvolvimento elaborados no Rio Grande, e que já conhece os diferentes aspectos da realidade local. “Por melhor que possa ser a consultoria, isso não nos dá a garantia da qualidade de um serviço se não for próximo a nós, se não conhecer a nossa realidade, se não fizer o que estamos fazendo, ouvindo a comunidade para vermos o que serve para nós. Porque eu posso ter o melhor sapato e ele não servir no meu pé. E a gente quer uma estrutura que nos sirva, que nos dê conforto e, mais do que conforto, capacidade de andar”, acrescentou.

Para o secretário da SMDITMAR o momento permitiu a mobilização estratégica entre as hélices para um objetivo comum. “De forma articulada com os entes interessados e necessários, esperamos atingir nossos objetivos, como profissionalizar e aumentar nossa capacidade de desenvolvimento econômico. Seja esse desenvolvimento exógeno, com a atração de investimentos, ou endógenos, que são os negócios locais que já estão estabelecidos na cidade, para que consigam prosperar. Queremos que eles possam encontrar no poder público o apoio para que deem o próximo passo. Através de uma estratégia já calcificada do Sebrae, estamos buscando o formato ideal dessa possível nova estrutura de desenvolvimento econômico da nossa cidade”, diz.

Programação inicial

Durante o evento, a equipe do Sebrae apresentou o planejamento desenvolvido até aqui e as ações pensadas para o futuro. Entre as principais frentes de atuação previstas estão a atração de novos investimentos, o incentivo ao empreendedorismo, o fortalecimento das empresas e fornecedores locais, a transformação digital e a modernização dos serviços públicos. Para isso, considera as vocações históricas e atuais da economia do Rio Grande, especialmente a economia do mar, as atividades portuárias, a logística e as oportunidades relacionadas à inovação e à transição energética.

O planejamento está fundamentado em estudos de experiências nacionais e internacionais de desenvolvimento local e prevê uma metodologia de construção dividida em cinco fases, ao longo de um período estimado de 26 semanas. O processo contempla o diagnóstico das potencialidades e necessidades do Município, a definição do modelo jurídico e de governança, a elaboração de estratégias de sustentabilidade financeira e as etapas de implantação e operacionalização da nova estrutura.

Outro aspecto central da proposta é a participação de diferentes setores da sociedade nas decisões estratégicas, buscando garantir transparência, autonomia institucional e continuidade das ações, independentemente das mudanças de gestão. A construção coletiva, com a participação do Sebrae, do Grande Pacto da Inovação e de outras instituições, busca reunir conhecimentos e experiências para a definição de um modelo alinhado às necessidades e potencialidades do Rio Grande.

A expectativa é que a futura estrutura contribua para ampliar a competitividade do Município, estimular a geração de emprego e renda, atrair investimentos e consolidar uma estratégia de desenvolvimento econômico e inovação com resultados de longo prazo para a população.

De acordo com o consultor responsável pela apresentação, Ítalo Boeira, esse foi o “encontro zero”, dando início ao cronograma e planejamento de maneira engajada com diferentes setores, e que tem relevante significado para a cidade. Para a captação de novos recursos, ele defende que a informação deve estar no centro da discussão.

“Estamos nos propondo a criar atratividade para a cidade, pensando em uma metodologia de 26 semanas, inicialmente, até uma operacionalização que faça a transição, de um modelo atual até um mecanismo mais ágil, mais inteligente, mais tecnológico. Para isso temos seis diretrizes que acompanham a metodologia. Uma delas é a blindagem profissional, para que possamos escolher as principais lideranças. E, assim, a gente desenvolver todas as etapas, de políticas sociais, econômicas e climáticas que uma cidade deve ter”.

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