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SMS amplia estrutura da Atenção Primária com novos equipamentos e avança na transformação digital da saúde
18/08/2026
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A Secretaria de Município da Saúde (SMS) do Rio Grande está avançando na modernização da Rede de Atenção Primária com a chegada de novos equipamentos às unidades de saúde do município. A iniciativa integra um processo mais amplo de transformação digital e qualificação da saúde pública, desenvolvido pela Superintendência de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, que busca incorporar novas tecnologias, aprimorar processos de trabalho e ampliar a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população.
Parte dessa estratégia está relacionada à implantação dos combos de equipamentos recebidos pelo município por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde), destinados à qualificação da Rede de Atenção Primária. Ao todo, dez unidades de saúde foram cadastradas para receber os equipamentos. Os primeiros cinco combos já foram entregues nas unidades BGV II, Santa Tereza, Horácio Brum, Aeroporto e Cassino. As demais unidades — Santa Rosa, Quintinha e Castelo Branco, Marluz e São Miguel II — também serão contempladas, com a conclusão das entregas prevista para os dias 20 e 21 de agosto.
A transformação digital em curso representa um importante avanço na modernização da saúde municipal. Para o superintendente de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Diego Miranda, a transformação digital deve ser compreendida como um processo que envolve não apenas a incorporação de novas tecnologias, mas também a qualificação dos trabalhadores e a reorganização dos serviços.
“Quando falamos em transformação digital na saúde, não estamos falando apenas de equipamentos ou tecnologia. Estamos falando de uma mudança na forma como organizamos o trabalho, qualificamos nossos profissionais e utilizamos os recursos disponíveis para melhorar o cuidado. A chegada desses equipamentos às unidades é parte de uma estratégia que integra tecnologia, educação permanente e reorganização dos processos, fortalecendo a Atenção Primária e tornando a rede cada vez mais resolutiva, eficiente e preparada para os desafios do SUS”, destaca.
Segundo o planejamento da SMS, a tecnologia também será utilizada de forma integrada entre as unidades. Alguns equipamentos poderão ser compartilhados entre serviços próximos, de acordo com a demanda.
Nesse modelo, a unidade identifica a necessidade, realiza o agendamento do equipamento e a unidade de referência providencia o envio mediante protocolo. Após a utilização, o equipamento retorna à unidade de origem.
A estratégia permite democratizar o acesso às tecnologias disponíveis sem a necessidade de duplicar equipamentos de menor utilização, garantindo que diferentes serviços possam utilizá-los conforme as necessidades identificadas no território.
18 equipamentos integram os combos
Os combos reúnem equipamentos voltados a diferentes áreas da Atenção Primária, incluindo diagnóstico, reabilitação, procedimentos, saúde digital, urgência, oftalmologia e pneumologia.
Entre os equipamentos previstos estão:
DEA;
Câmara fria;
Eletrocardiógrafo;
Fotóforo;
Doppler vascular;
Eletrocautério;
Dinamômetro;
Ultrassom terapêutico;
TENS/FES;
Laser;
Tábua de propriocepção;
Ultrassom portátil;
Balança portátil;
Cadeira de rodas;
Espirômetro;
Retinógrafo;
Dermatoscópio.
A distribuição foi planejada considerando as características, demandas e necessidades de cada unidade, buscando garantir o melhor aproveitamento dos recursos e ampliar o acesso da população às tecnologias disponíveis na rede municipal.
A implantação dos combos inclui etapas de patrimônio, distribuição, capacitação das equipes, entrega de guias rápidos, início da utilização e monitoramento.
Cada equipamento deverá ser acompanhado de demonstração prática de operação, guia rápido de utilização, fluxograma, checklist de inspeção e orientações sobre limpeza e conservação. A proposta é garantir que os profissionais tenham segurança e autonomia para utilizar os recursos, além de promover a padronização dos processos em toda a rede.
Esse conjunto de ações fortalece uma visão de transformação digital que vai além da tecnologia: "trata-se de qualificar pessoas, reorganizar processos e utilizar os recursos disponíveis de forma estratégica para melhorar o cuidado", afirma o superintendente.
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