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1ª Corrida da Diversidade reúne mais de 200 atletas no Cassino e celebra inclusão pelo esporte
Motivados pela prova deste ano, organizadores e entidades ligadas à causa LGBT projetam o segundo evento em 2027, com mais participação e apoios
23/08/2026
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Nem o frio intenso da manhã deste domingo (23) desanimou os participantes da 1ª Corrida da Diversidade do município do Rio Grande. Realizada na Avenida Atlântica, no Balneário Cassino, a prova de três quilômetros reuniu mais de 200 atletas entre corredores e caminhantes, em um evento marcado pela promoção da cidadania, da saúde e da inclusão.
A corrida contou com apoio da Prefeitura do Rio Grande, via secretarias de Esporte e Lazer (SMEL) e Mobilidade, Acessibilidade e Segurança (SMMAS), e foi organizada pela Associação dos Corredores de Rua do Rio Grande (Acorrg), em parceria com a Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros de Rio Grande (ALGBT Rio Grande), a Coordenadoria de Políticas para a Comunidade LGBTQIAPN+, vinculada à Secretaria de Município de Assistência Social e Direitos Humanos (SMADH) e o SESC.
O secretário de Esporte e Lazer, Mano Estabel comemorou a expressiva participação e elogiou o caráter esportivo e social da iniciativa, ao afirmar que era a primeira Corrida da Diversidade da cidade e “certamente será um marco”. Além do esporte, disse Mano, “tivemos a arrecadação de dois litros de leite por participante, que serão destinados ao Sesc para distribuição; é uma aposta que fizemos e que deu muito certo”, comemorou o secretário.
Projeção para 2027
Presidente da Acorrg, Roger Lopes afirmou que a expectativa inicial foi superada e adiantou que a prova passa a integrar o calendário esportivo do Município. “Tivemos mais de 200 atletas inscritos, com participantes de Rio Grande, Pelotas e São José do Norte.” A expectativa da Acorrg é que, no próximo ano, a corrida reúna entre 300 e 500 pessoas.
Frio superado
Entre os participantes estavam Paola Vicente e Stephanie Lima, ambas com 22 anos. Elas cruzaram a linha de chegada juntas. Paola definiu a experiência como desafiadora, ao comentar que foi muito interessante e que era um evento que promovia saúde e também aproximava as pessoas. “Valeu muito a pena.” Sua colega Stephanie, falou sobre o significado da representatividade. Disse: “Correr pela diversidade e pela saúde torna essa prova ainda mais especial. É uma ótima iniciativa para o Município.”
Já Dani Santurio, de 34 anos, encarou sua primeira corrida oficial e completou todo o percurso. Disse que nunca tinha corrido na vida. “Achei que não conseguiria terminar os três quilômetros, mas foi a força do orgulho LGBT que me trouxe até a chegada.” Ela se define como bissexual.
Esporte e inclusão
A coordenadora de Políticas para a Comunidade LGBTQIAPN+, Bruna Gondran acrescentou que a corrida representa um avanço nas políticas públicas voltadas à população LGBT, e garantir acesso ao esporte também é garantir cidadania. Ela acreditava que seria um bom evento, mas não esperava uma adesão tão grande. “O frio não afastou as pessoas; foi o calor humano que fez essa corrida acontecer.” De acordo com a coordenadora, a organização já trabalha para realizar uma edição ainda maior em 2027, com ampliação da estrutura oferecida aos atletas.
Para o secretário-geral da ALGBT do Rio Grande, Michel dos Santos, 38 anos, a corrida simboliza um espaço de encontro e convivência entre diferentes pessoas e identidades. Ele disse que foi uma honra participar da primeira Corrida da Diversidade, porque “mostramos que esse é um evento para todos, independentemente de orientação sexual, identidade de gênero ou origem. Que venham muitas outras edições. Abrimos o caminho”, comemorou.
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