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Veloterra volta a receber competições após licença ambiental e reúne pilotos gaúchos e do Uruguai
Provas reuniram 82 pilotos de várias categorias, incluindo idosos e mulheres, e vários adeptos do esporte. Expectativa dos pilotos é que seja também liberada a pista de motocross, que já está em análise do Executivo.
23/08/2026
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"A pista tem que estar ruim, se tiver boa não tem graça!" A manifestação em tom de brincadeira do piloto Michael "Coiote" Pires, 30 anos, traduziu o espírito da prova citadina realizada na pista do veloterra rio-grandino, neste domingo (23). A competição, com amplo apoio da Prefeitura do Rio Grande, reuniu 82 pilotos oriundos da Zona Sul, além de competidores do Uruguai e um esportista ítalo-americano. Todos enfrentaram muito frio e vento e o barro formado pelas últimas chuvas na cidade. As condições adversas agradaram tanto os pilotos como o bom público presente.
A etapa marcou a reabertura oficial da pista para competições após a conquista da licença ambiental, concedida pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA). O evento integrou o Campeonato Citadino de Veloterra e contou com várias categorias, desde provas infantis, a partir dos 6 anos, até pilotos idosos com mais de 60 anos.
Mykael Almeida, 21 anos, tesoureiro e um dos diretores da Associação Rio-grandina de Motociclismo (ARM), acredita que a regularização representa um novo momento para o esporte na cidade. Como exemplo, citou a participação de pilotos de Bagé, Santa Vitória do Palmar, Pelotas, Arroio Grande, Pedro Osório, Jaguarão, Montevidéu e Melo, no Uruguai, e outras cidades da região. “Ainda este ano teremos mais duas etapas do veloterra e uma prova de arranca-capim", antecipou.
Prefeitura mobiliza secretarias
O secretário-adjunto da SMMAS, Edinho Lopes coordenou a relação do Executivo com a ARM e disse que a liberação ambiental foi construída em parceria com a diretoria da associação, sendo que a Prefeitura atuou de forma integrada para viabilizar a competição. Participaram da organização as secretarias de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA), Mobilidade, Acessibilidade e Segurança (SMMAS), Saúde (SMS), Turismo (SMDITMAR), Esporte e Lazer (SMTEL), além de outras estruturas municipais de apoio.
O secretário-adjunto salientou que toda estrutura tem, além da licença ambiental, a garantia de tranquilidade para quem organiza e atua na fiscalização e para os pilotos. Queremos que quem gosta de velocidade venha competir em um parque fechado, com segurança, ambulância e toda a estrutura necessária", afirmou. Ele disse que Rio Grande está preparado para outras competições no veloterra.
Integração regional
Vencedor em mais de uma categoria neste domingo, o rio-grandino Michael "Coiote" Pires comemorou a retomada das provas na cidade. Há 13 anos no motociclismo, ele avalia como bastante positiva a integração entre pilotos brasileiros e uruguaios, lembrando que pilotos locais competem no país vizinho e vice-versa. “Sempre é uma disputa acirrada, mas existe respeito e amizade entre todos. Ter essa pista novamente aberta é uma conquista para o esporte", agradeceu Coiote.
Durante o intervalo das baterias, a prefeita Darlene Pereira foi convidada ao centro da pista e falou sobre o significado da regularização do espaço para a cidade. Afirmou que é um esporte que lhe dá um pouco de medo. “Mas, faz parte da responsabilidade do poder público respeitar a vontade das pessoas. Vocês escolheram esse esporte e ele agrega valor à nossa cidade, movimenta o turismo, traz visitantes e fortalece o Rio Grande. O mais importante é que agora essa prática acontece de forma legal, com segurança", frisou.
Retorno do motocross
Veterano do motociclismo gaúcho, Brizola Dunga, de 66 anos, aproveitou o evento para pedir a reabertura da antiga pista de motocross do Município, que se encontra desativada ao lado da pista do veloterra. Ele acredita que Rio Grande reúne condições para voltar a sediar grandes competições da modalidade, hoje praticamente inexistente na Zona Sul do Estado. Em resposta, a prefeita informou que o processo de licenciamento ambiental da pista de motocross já está em andamento, anúncio que foi recebido com aplausos pelos pilotos e pelo público presente.
Piloto de Nova York elogia organização
Entre os participantes na plateia, mas frequentador assíduo do veloterra rio-grandino, onde treina quando está no Brasil, esteve o ítalo-americano Carlo Maiorano, de 46 anos, morador de Nova York. Casado com uma brasileira e interessado em adquirir um imóvel no Cassino, ele elogiou a organização e participação de vários pilotos no evento.
"Não sou piloto profissional, mas fiquei surpreso com a organização. A pista está muito bem cuidada e tudo é muito limpo. Gosto muito de Rio Grande porque me lembra a região onde meu pai nasceu, na Itália: a tradição, a comida e o ambiente fazem com que eu me sinta em casa. É sempre um prazer voltar."
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